A imprensa local: sua importancia dentro das comunidades

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A imprensa local – sua importância dentro das comunidades


O aparecimento dum novo jornal numa comunidade é sempre motivo de curiosidade para a maioria dos potenciais leitores e de trabalho e regozijo para os promotores e colaboradores, quando o projecto se consolida.

A imprensa local sempre tem desempenhado e continuará a desempenhar uma função social de extrema importância pois constitui um elo de ligação muito estreito entre cidadãos dessa comunidade através de notícias várias de carácter regional e local.

Estou convicto que nem a rádio, nem a TV destronarão jamais o jornalismo escrito. Escrever é assentar ideias simples ou filosóficas; é dá-las a conhecer aos outros cidadãos; é aceitar o diálogo e o debate de ideias, é qualquer coisa que se lê, se guarda em recorte e se eterniza na memória porque se pode reler, consultar. Um artigo de jornal é quase como um livro que se guarda na estante, sempre à nossa disposição. O jornalismo escrito é perene.

Certo é que cada jornal, independentemente da sua difusão, tem o seu projecto próprio, os seus objectivos, a sua imagem gráfica. Todos têm lugar desde que diferentes. Todos diferentes todos iguais. Ciente também estou que a comunicação escrita local sendo parente pobre do jornalismo, está passando por uma fase de crescimento, expansão e consideração entre os “Mass Media”.

Em França, Alemanha, Estados Unidos e até em Espanha, há jornais locais com tiragens iguais ou superiores aos de âmbito nacional. Em Portugal também se começa a vislumbrar esse fenómeno, com multinacionais da imprensa, de olho em muitos jornais locais.

Sempre opinei que a imprensa escrita local é mais autêntica, menos palavrosa, mais terra-a-terra. Ela diz-nos respeito directamente porque somos actores permanentes nesse local; mexe com os nossos interesses de trabalhadores, de moradores de uma rua, de uma aldeia; dá-nos conhecimentos das festas da nossa terra, dos resultados do grupo desportivo; do nosso familiar, amigo que casou ou emigrou. em suma a imprensa local continua muito mais humanizada.

Ao fazer-se um jornal é como se estivéssemos embalando um produto novo que deve de ser de boa qualidade e plural.

Concluo com desejos sinceros de êxito para este Jornal D’ Alenquer. Que o seu lema seja sempre o de uma total integridade informativa e opinativa para proveito dos seus colaboradores, mas sobre maneira dos seus leitores a quem essencialmente se dirige.


Nuno-Roldão


©Nuno Roldão (2000)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Janeiro de 2000, p. 13

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