Entrevista a… Francisco Goes, o representante de Damião de Goes

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Entrevista a…

Francisco Goes, o representante de Damião de Goes

“Ser o Representante de Damião de Goes não dá benefícios mas sim uma grande responsabilidade; só tem valor quando uma pessoa consegue ter uma certa idoneidade moral e cívica e manter uma postura social correcta”

Eng.º Francisco Vaz Monteiro de Goes du Bocage, Representante de Damião de Goes

Eng.º Francisco Vaz Monteiro de Goes du Bocage, Representante de Damião de Goes

O Eng. FRANCISCO VAZ MONTEIRO DE GOES DU BOCAGE, “Representante de Damião de Goes”, (igualmente é “Representante de Bocage”, e também descendente da família Vaz Monteiro, do Carregado), é reconhecido pelo Conselho de Nobreza e tem as armas que Carlos V deu a Damião de Goes e que foram confirmadas por D. Sebastião.

Põe sérias dúvidas que Dürer seja o autor da gravura em bronze do grande humanista, visto quando este esteve “naquele lugar” já Dürer tinha morrido. Está convicto que o ser o “Representante de Damião de Goes” não dá benefícios mas sim uma grande responsabilidade; só tem valor quando uma pessoa consegue ter uma certa idoneidade moral e cívica e manter uma postura social correcta.

Recebeu-nos na sua casa em Olhalvo, numa noite fria. Foi agradável entrar no seu escritório bem aquecido, onde o livro era o elemento mais comum. Disponibilizou-se de imediato a fornecer tudo o que tinha e sabia, e foi muito.

Mostrou-se desgosto por nalguns círculos se dizer que os Goes são originários da Holanda, quando é precisamente o contrário. “Os Goes não têm nada de holandeses nem de flamengos, antes pelo contrário, eles é que derivam de cá. Inião de Estrada veio das Astúrias, São Vicente da Várzea, com o Conde D. Henrique (século XII) e, mais tarde, D. Afonso Henriques deu-lhe o Senhorio de Goes; foi a partir daí que começaram a usar o apelido Goes. Portanto, o nome de Goes vem da terra”.

Em Alenquer, o mais antigo Goes de que há notícia, é Gomes Dias de Goes, um extraordinário herói que acompanhou o Infante D. Henrique na “Tomada de Ceuta”, em 21 de Agosto de 1415.

Baltazar Dias de Goes, (irmão de Damião de Goes) fundou em 1547 o Morgadio de Monte de Loios, onde vivia (lugar junto à Ponte da Couraça e que na altura pertencia a Alenquer). Foi daqui a sua ascendência. Em Outubro de 1855 houve uma reforma e aboliram os morgadios. O último Morgado de Loios foi o seu avô Francisco de Goes Moraes du Bucage.





QUATRO TRABALHOS, UMA SÓ REPORTAGEM
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    in Jornal D’Alenquer, 1 de Fevereiro de 2000, p. 16 a 18
    ©Hernâni de Lemos Figueiredo (2000)
    director do Jornal D’Alenquer
     
     

    1 Comentário

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    1. Anónimo

      Os Goes e os Cunhas têm a mesma raiz ancestral. São primos desde os primórdios de Portugal. Os Cunhas são “os Senhores de Tábua”. E o primeiro “Senhor de Goes” foi um Cunha, segundo o que li há tempos na Wikipédia. O meu tio Francisco de Goes du Bocage era casado com o irmã de meu pai:ela Maria Isabel da Cunha Goes du Bocage, ele Leandro Teófilo da Cunha.

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