Big-Bang… Ou Big-disparate?

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Big-Bang… Ou Big-disparate?

Foi há pouco tempo que no CERN, em Genebra, se conseguiu obter, a partir de chumbo, uma espécie de “sopa” de quarks (partículas fundamentais da constituição dos protões e dos neutrões) e gluões (o que une os quarks). – Nunca, antes, se tinha conseguido obter quarks livres; mas era de esperar que viria a conseguir-se, e cerca de um mês antes eu próprio tinha dito, a um incrédulo professor da Faculdade de Ciências, de Lisboa, que pensava que aquilo que se deve encontrar no espaço intergaláctico é, talvez além de mais alguma coisa, e que explica o “desvio para o vermelho”, quarks.

A proeza realizada pelos investigadores do CERN foi imediatamente apresentada como dentro da doutrina do Big-Bang: – Tratar-se-ia daquilo que existia um momento antes da tal explosão; mas é uma interpretação abusiva, porque tal descoberta se enquadra perfeitamente numa concepção da realidade física completamente diferente e que não sofre dos defeitos que apontarei na concepção do Big-Bang.

Há dois anos e tal que venho contestando essa doutrina, e mais recentemente a propor ideias para a sua substituição; e parece que o faço com eficácia, pois é visível o
Embaraço daqueles a quem me tenho dirigido-dentro e fora do País; de tal maneira que resolvi deixar de enviar textos a revistas científicas e passar a apresentar e discutir o assunto na INTERNET – onde existem contestações do Big-Bang apresentadas por entidades bem credenciadas, como a Universidade da Florida, mas sempre com deficiências.

Tanto a exposição e defesa da doutrina do Big-Bang como as contestações que têm sido feitas sofrem de um defeito fundamental: a deficiente compreensão do efeito Doppler. Essa deficiência é generalizada, e resulta de se ter pensado, desde a realização de uma experiência, em 1845, por Buíz-Ballot, para verificar se os raciocínios de Doppler eram aplicáveis ao som, que para além do que Buíz-Ballot verificara não havia mais nada.

A experiência de Buíz-Ballot foi feita da maneira seguinte: pôs uma orquestra de trompetes, numa carruagem aberta de caminho-de-ferro, tocar, e fê-la passar, nos carris dos arredores de Utreque, à maior velocidade que então se conseguia (30 quilómetros à hora, caramba!).

Verificou-se que, quando a carruagem ia a afastar-se, depois de ter passado pelos observadores, o som recebido se tomava mais grave; e concluiu-se que estava verificado que os raciocínios de Doppler relativos à recepção de ondas longitudinais eram aplicáveis ao som (e alguns anos mais tarde Fizeau alargou isso à luz), e que para compreender as ideias de Doppler não eram necessárias mais experiências; mas, para uma compreensão completa, havia que considerar, separadamente, as hipóteses de afastamento e de aproximação, e em cada um desses casos, com velocidade constante, com velocidade crescente e com velocidade decrescente.

E bastaria isso para que a doutrina do Big-Bang merecesse um funeral ao som de uma orquestra de trompetes; porque com velocidade constante há problemas de Geometria insolúveis (pelo que tal hipótese nem sequer foi considerada); com afastamento a velocidade decrescente o desvio não seria para o vermelho, mas para o violeta; e com afastamento a velocidade crescente seria ultrapassada a velocidade da luz!

Demonstrarei o que acabo de afirmar, e muito mais e tenciono referir por escrito o que de interessante se passar na INTERNET – e, se me for possível, intervirei a partir de Alenquer – acerca do assunto, quando me for possível dedicar-me a ele com a concentração necessária.

Big-Bang?

Nova explicação do desvio para o vermelho das riscas espectrais da luz proveniente Das distantes galáxias.

Não há razão para se pensar que no espaço intergaláctico o vazio seja absoluto: – Aí deve existir ainda, embora em concentração muitíssimo baixa, matéria num estado rudimentar (quarks, etc.) restante da que se transformou em protões e neutrões (e em átomos, cuja concentração, depois, originou os astros…). E é essa matéria, num estado primitivo de evolução, que origina o “desvio para o vermelho” que se tem pretendido explicar por expansão do Universo.

Quanto ao tal “Big-Bang”, não passa de um Big-Disparate: – E o caso que afastamento com velocidade decrescente originaria, por efeito Doppler, desvio, não para o vermelho, mas para o violeta; e afastamento com velocidade crescente, combinado com a constante de Hubble, tomaria obrigatório que viesse a ser ultrapassado a velocidade da luz.

Carlos-Amado-Reis


©Carlos Amado Reis (2001)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Março de 2000, p. 28

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