Encontro com… Maria Alberta Menéres

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Encontro com…

Maria Alberta Menéres

A sua obra é caracterizada pelo humor e pela poesia, procurando alertar os jovens para os mais simples pormenores do quotidiano.


Maria Alberta Menéres na Biblioteca Municipal de Alenquer

Maria Alberta Menéres na Biblioteca Municipal de Alenquer

Foi no passado dia 21 de Janeiro que o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Alenquer, levou a efeito mais um Encontro com… Desta vez foi a escritora Maria Alberta Menéres que se deslocou até nós, e a reunião efectuou-se no auditório da Biblioteca Municipal de Alenquer.

Maria Alberta Menéres nasceu em Vila Nova de Gaia em 1930. Poeta e autora de livros para infância. Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. Professora do Ensino Técnico, Preparatório e Secundário (1965-1973), tradutora, tem vasta colaboração em jornais e revistas literárias. Dirigiu o Departamento de Programas Infantis e Juvenis da Radiotelevisão Portuguesa (1975-1986).

A par de uma actividade poética de longa data, continua a desenvolver um importante trabalho pedagógico no âmbito da educação literária infantil e publicou vários livros para a infância e juventude incluindo poesia, contos, teatro, novelas e adaptação de clássicos. Ainda no âmbito da actividade dirigida à infância, foi directora da revista Pais, entre 1990 e 1993 e trabalha actualmente na Provedoria de Justiça, onde tem uma linha directa de atendimento às crianças.
Tem trabalhado em parceria com António Torrado em vários livros, assim como em programas de televisão. Tem trabalhado também com Carlos Correia e Natércia Rocha, na colecção juvenil “Mistério”, da Editorial Caminho.

Como poeta, Maria Alberta Menéres tem reflectido – numa obra longos anos interrompida pela sua dedicação à escrita infantil – o olhar sobre a realidade de uma subjectividade feminina, modulada numa linguagem depurada e de grande riqueza rítmica. Está representada em várias antologias nacionais e estrangeiras de poesia portuguesa. É ainda responsável por duas obras de referência no panorama literário contemporâneo: a versão para português actual da famosa Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto e a organização com Ernesto de Melo e Castro, da Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa (com três edições nas décadas de 50/60) e da sua actualização em 1979; Antologia da Poesia Portuguesa 1940-1977.

Na sua obra para a infância, que conta no total de 70 títulos, é caracterizada pelo humor e pela poesia, procurando alertar os jovens para os mais simples pormenores do quotidiano.

Porque todas as coisas têm uma história para contar. O enquadramento da criança no contexto familiar – com especial destaque para as relações com os avós – e as possibilidades de descoberta do mundo pelos mais jovens, são temas recorrentes nos seus textos.

A sua narrativa possuí um estilo muito característico, conseguido através da actualização da memória de antigas oralidades, criando no leitor um envolvimento real e mágico ao longo do desenrolar das histórias.

OBRAS INFANTIS:
Conversas com Versos (poesia; Figuras Figuronas (poesia; O Poeta faz-se aos Dez Anos; Ulisses; A Pedra Azul da Imaginação (poesia; Um + Um = Dois Amigos; Lengalenga do Vento; A Chave Verde ou os meus Irmãos; Hoje Há Palhaços; E Pronto!; Primeira Aventura no País do João; Semana Sim, Semana Sim; Um Peixe no ar (poesia;O Ouriço-Cacheiro Espreitou Três Vezes; etc.

POESIA:
Intervalo; Cântico de Barro; A Palavra Imperceptível; Oração de Páscoa; Água Memória; Poesias Escolhidas; A pegada do Yeti; Os Mosquitos de Suburna; O Robot Sensível; O Jogo dos Silêncios.

PRÉMIOS:
Prémio Internacional de Poesia Giacomo Leopardi, 1961; Prémio Especial de Teatro Infantil da Secretaria de Estado da Cultura, 1979; Prémio “O Ambiente na Literatura Infantil”, 1981; Prémio “O Ambiente na Literatura Infantil, 1984; Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças, 1986; Prémio Especial de Teatro Infantil da Secretaria de Estado da Cultura, 1987; Prémio “Ambiente na Literatura Infantil”, 1990.” (texto retirado do folheto da Biblioteca Municipal de Alenquer).

      OBS:
      Esta notícia não foi publicada no número de Fevereiro do Jornal D’Alenquer, e inadvertidamente também não foi incluída no número imediato. Julguei importante esta publicação aqui neste espaço web, por entender que não existe mais nenhum registo da passagem de Maria Alberta Menéres por Alenquer.



Hernâni de Lemos Figueiredo


©Hernâni de Lemos Figueiredo (2000)
director do Jornal D’Alenquer
in 1 de Março de 2000

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