Jornada de intercâmbio cultural une municípios de Alenquer e Torres Vedras: Animato no Carregado

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Jornada de intercâmbio cultural une municípios

ANIMATO – Grupo de Câmara de Torres Vedras

Reunião de esforços individuais e colectivos em torno de um objectivo nobre: o de alargar o gosto pela música, instrumental e coral, para além dos simples horizontes imediatistas e populares.

-Carregado-animato1Embora compreendendo os problemas de espaço de um jornal, como fazer caber em meia folha “A4” os comentários sobre os belos momentos proporcionados pelo Grupo de Câmara de Torres Vedras que esteve connosco em 13 de Fevereiro, na Igreja do Carregado?

Como exprimir em brevíssimas linhas a impressão causada? Como traduzir em palavras a harmonia do “Andante” de Mozart e a força do tradicional “Hallelujah Chorus” de Handel? E a execução primorosa em flauta, da solista Maria Margarida Malaquias, a concentração profissional e o rigor de execução da flauta de Ricardo Meira da Conceição, a atenção permanente de Carla Maria Malaquias e a sobriedade de Cristina Lourenço Coimbra (ambas em clarinete), o contraponto do clarinete de Ana Margarida Pereira de Melo, a ausência do saxofone de Ricardo Avelar Correia que poderá ter retirado sonoridade ao conjunto…, a direcção protocolar do saxofonista Nuno de Castro Bettencourt e a direcção musical do “baixo” João de Menezes dos Santos sobre quem todos os momentos musicais convergiam?

Ao que parece, o grupo ANIMATO e a Associação Musical com o mesmo nome têm ainda poucos anos de vida e foram criados para “dar resposta a uma crescente necessidade de congregar todos os que se interessam pela execução e audição musicais.” Para além da música instrumental de câmara, em que o ANIMATO se mostrou exímio, existe também a capacidade de expressão em música ligeira – adaptada – que desta vez não tivemos ocasião de apreciar.

Apenas uma nota final: para lá da vontade que nos ficou de voltar a ouvi-los (e dos votos de que se repitam os convívios culturais entre concelhos vizinhos), percebemos que conseguiram reunir-se num grupo – exemplarmente sóbrio – pela simples razão de que gostam de música desde muito novos e as suas raízes musicais mergulham nas Bandas e Escolas tradicionais! Aqui está uma lição para Alenquer e as suas freguesias: – é preciso que os esforços individuais e colectivos se congreguem, e se reúnam energias em torno de um objectivo nobre – o de alargar o gosto pela música, instrumental e coral, para além dos simples horizontes imediatistas e populares!


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©Pedro Soares e Silva (2000)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Março de 2000, p. 12

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