Grupo de Teatro da URDA

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Março, mês do Teatro

Grupo de Teatro da URDA

"O Pimpão (Teatro da URDA, de Atalaia)

“O Pimpão” (Teatro da URDA, de Atalaia)

O início das representações teatrais deste grupo foi em 1973 com a peça “Ajuste de contas”, de Avelino Cunhal. Foi o arrancar do grupo. O Grupo de teatro de Campolide foi quem apadrinhou o grupo.

Em 1973 estrearam a peça “A Bruxa Cartuxa quer casar a sua filha”, um original de Ildefonso Valério, o seu primeiro trabalho.

Em 1974 estrearam a segunda peça escrita por Ildefonso Valério, “No país dos caracóis”, foi a peça que esteve mais tempo em cena, cerca de dois anos. Foram feitos 25 espectáculos no exterior, desde o Alentejo, Lisboa, Loures, Torres Vedras, Cadaval, Vila Franca de Xira e Alenquer. Esta peça foi vista por cerca de 2000 espectadores. Foram feitos perto de 3600 Km pelo Grupo de teatro da U.R.D.A.

Em 1975/76 foi tempo de paragem. Foi a grande reviravolta do grupo. Foi arranjada a sala de espectáculos, que era uma adega. Foi em 1976 que a U.R.D.A. perdeu um dos elementos da direcção, que era um grande impulsionador do grupo de teatro, o que abalou um pouco todo o trabalho.

Em 1981 voltaram à cena com a peça “Médico à força”, peça de um acto. Também neste ano representaram “O Barbeiro de Sevilha”. Ainda neste ano foi a palco “Bilora”, com algumas saídas fora do Concelho.

Em 1984 estrearam a peça infantil “A árvore das Patacas”, de Ildefonso Valério, baseado numa história sobre palhaços. Foram feitos espectáculos como programas de férias, para empresas na época do Natal, representações dentro e fora do concelho.

Durante o ano de 1984 e 1997 o Grupo de teatro da U.R.D.A. esteve parado. Em 1996 foi a estreia de outra peça infantil, intitulada “História de um rei que era triste”, de Manuel Gírio. Em 1997 repuseram a peça “No país dos caracóis”, feito com a intenção de voltar a “arrancar” com o grupo de teatro.

Em 1999 foi estreada a peça que actualmente está em cena “O Pimpão”, um original de Ildefonso Valério. Já foram feitos 11 espectáculos e estão agendados mais dois.

Actuações:
Dia 11 – Centro Social e Desportivo da Ota
Dia 12 – Centro de Convívio dos Casais da Marinela
Dia 18 – Sociedade Recreativa do Camarnal
Dia 25 – Centro de Cultura e Recreio do Paiol
Dia 26 – Associação Desportiva do Carregado

Verónica Ribeiro
URDA-Veronica-RibeiroTem 17 anos e frequenta o 12º ano de escolaridade. Já participou em três peças teatrais no Grupo de teatro da U.R.D.A.; foram elas: “A árvore das Patacas”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”. Diz estar neste grupo porque é a principal actividade da U.R.D.A., no momento, e “como jovem que sou pareceu-me algo de aliciante, e também, para levar a U.R.D.A. mais longe. Assim, juntamo-nos todos e é por isso que estou no teatro”. O gosto pelo teatro também faz com que esta jovem faça parte de um grupo de teatro. Enveredar por uma carreira teatral a nível profissional é algo que “seria muito bom.”

José Conceição
URDA-Jose-ConceicaoTem 21 anos, trabalha num armazém de vinhos. Já participou em três peças teatrais no Grupo de teatro da U.R.D.A., foram elas: “No país dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”. José diz que enveredar por uma carreira profissional “é o sonho de qualquer um que faz teatro, principalmente quem gosta.”

Liliana Santos
URDA-Liliana-SantosTem 15 anos, é estudante e gosta bastante de teatro e espera que “um dia mais tarde isto seja mais sério, se um dia aparecer oportunidade, porque não ?” Já participou em três peças no Grupo de teatro da U.R.D.A., foram elas: “No país dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”. Liliana defende que deviam existir mais actividades destas nas várias localidades do Concelho de Alenquer. Porque “é bom comunicar com o público, cria-se uma grande amizade dentro do grupo.”

Hélder Lobo
URDA-Helder-Lobo
Tem 20 anos, gosta muito de teatro, diz ter pena de não haver mais, mas por vezes o tempo também não o permite. “A Câmara devia ter mais iniciativas, dar mais apoio aos grupos de teatro do Concelho, que apesar de apoiar não é o suficiente”. Já participou em três peças no Grupo de teatro da U.R.D.A., foram elas: “No País dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”. A nível profissional Helder gostava de seguir carreira, “gostava de frequentar uma escola de teatro ou fazer um curso”.

Adelaide Plácido
URDA-Adelaide-PlacidoTem 38 anos, é serralheira. Já participou em quatro peças no Grupo de teatro da U.R.D.A., foram elas: “A árvore das Patacas”, “No país dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”. Está neste grupo porque muito gosta de teatro, “estava grávida de seis meses, há treze anos atrás e estava a representar “A árvore das Patacas”. Adelaide pensa que deveriam haver mais grupos de teatro porque é bom para os jovens, e não só. “Para quem gosta de teatro também é muito bom.”

João Manuel Lino
URDA-Joao-Manuel-LinoTem 55 anos, faz parte do Grupo de teatro da U.R.D.A. desde o início. Tem participado nalgumas peças. Actualmente a função de José Lino no grupo é ser auxiliar de José Manuel Correia na orientação dos actores, na montagem e desmontagem dos palcos. Representa também um pequeno papel na peça “O Pimpão”. As suas perspectivas para o futuro “são um bocadinhos negras, porque as pessoas que fazem parte deste grupo desde o início estão a ficar um pouco cansadas. E dá-me a sensação que isto vai parar um bocadinho, mas pode ser que haja alguém que tenha a iniciativa de arrancar com o grupo novamente, para fazer aquilo que já fizemos, vamos dar lugar aos mais novos.”

Amadeu dos Santos Peixoto
URDA-Amadeu-PeixotoTem 46 anos, é serralheiro civil e pertence a este grupo pelo convívio e pela amizade que se cria entre as pessoas, e também por aquilo que se aprende, porque o teatro é das melhores coisas que pode existir, não só pela amizade mas porque nos ensina, a estar em contacto com as outras pessoas, o que é muito importante. “Nós quando vimos para aqui sentimo-nos um pouco acanhados em falar com as pessoas e, quando se pisa o palco é totalmente diferente, temos contacto com todas as pessoas, e isso é muito importante. Já participou em várias peças; a primeira foi “No país dos caracóis” há 25 anos atrás.

António Joaquim Correia
URDA-Antonio-Joaquim-Matias-CorreiaTem 38 anos, pertence a este grupo teatral desde 1980/81, e já participou em duas peças: “Bilra” e “O Pimpão”. Está neste grupo “acima de tudo para fugir um pouco ao stress do dia-a-dia, e porque gosto disto.”



José Carlos Gomes
URDA-Jose-Carlos-GomesTem 22 anos, já participou em duas peças “No país dos caracóis” e “O Pimpão”.
Pertence ao grupo porque gosta de teatro e da convivência que existe entre os membros do grupo e não só. Enveredar por uma carreira profissional é algo com que sonha, mas pensa ser impossível.

Lino Pereira
URDA-Lino-PereiraTem 23 anos, já participou em três peças no Grupo de teatro da U.R.D.A., foram elas: “No país dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”.
Pertence a este grupo por desafio, aceitou o convite, gostou e continuou. Para o futuro pretende continuar, dependendo da direcção do grupo e da disponibilidade.

Hugo Santos
URDA-Hugo-SantosTem 19 anos, é estudante e já participou em três peças, foram elas: “No país dos caracóis”, “História de um rei que era triste” e “O Pimpão”.



Rui Franco
URDA-Rui-FrancoTem 29 anos e é o sonoplasta do Grupo de teatro da U.R.D.A., porque gosta de trabalhar com luzes e som. No futuro pensa continuar a desempenhar essa função.



Nídia de Jesus
URDA-Nidia-de-JesusTem 19 anos, pertence ao grupo há cerca de quatro anos. Já participou em três peças, “No país dos caracóis”, “O Rei que era triste” e “O Pimpão”. Está neste grupo porque gosta do teatro, mas “mais pela terra e pelos meus colegas.” Seguir uma carreira teatral a nível profissional não está nos seus planos, apenas faz teatro por divertimento.

JOÃO MANUEL CORREIA
URDA-Joao-M-CorreiaEncenador deste grupo diz-se cansado destas lides. Faz parte do grupo desde 1973, tem sido responsável do grupo desde aí. Diz não ser fácil ter um grupo de teatro a funcionar, principalmente pelo facto de não haver peças que se adaptem ao meio rural. Os apoios também são fracos e as iniciativas ainda mais. “Este ano gastámos perto de 1000 contos em material e só tivemos ajuda em cerca de 300 ou 400 contos.” “Desejava que o Grupo de teatro da U.R.D.A. não parasse, que houvesse alguém com coragem suficiente para seguir em frente com isto. Há aqui muita malta nova, com alguma experiência e espero que o Grupo de teatro da U.R.D.A. não acabe aqui.”



Filipa-Reis_100

©Filipa Reis (2000)
Jornalista
in Jornal D’Alenquer, 1 de Abril de 2000, p. 18

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