O euro e o cidadão: A união económica e monetária

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O euro e o cidadão

A união económica e monetária

Estou em crer que este último período que se avizinha será, com certeza, o mais confuso para o comum cidadão

Em 1957 iniciou-se o longo processo de integração europeia com a constituição da Comunidade Económica Europeia, que inicialmente foi constituída por 6 países e sucessivamente alargada até aos actuais 15 países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido e Suécia) e que veio a culminar, em 1992, com o tratado de Maastricht e a instituição da União Europeia (UE).

A UE, através da criação de um espaço sem fronteiras internas, do reforço da coesão económica e social e do estabelecimento de uma União Económica e Monetária (UEM), pretende o progresso económico e social equilibrado e sustentável. É sobre o estabelecimento da UEM que se irá falar neste artigo, que pretende ser mais de esclarecimento público que de opinião, que iremos falar, nomeadamente as suas implicações na vida de todos nós.

Devido à enorme importância política, económica e social da UEM e devido à complexidade das transformações que implica levaram à introdução faseada das alterações a fazer:

A 1ª fase que terminou em 1993, incluiu uma maior cooperação dos Estados-membros da UE em matéria económica, nomeadamente nos aspectos relativos às políticas monetárias e cambiais, e à liberalização dos movimentos de capitais, condição necessária para que o mercado único pudesse funcionar.

A 2ª fase que terminou em 31 Dezembro de 1998 destinou-se a preparar as condições institucionais e económicas para a introdução da moeda única.

A 3ª fase, actualmente a decorrer, irá culminar em 1 de Janeiro de 2002 com a introdução de novas notas e moedas, moeda esta que como é sabido se designará por Euro. Já foram definidos os países que irão aderir à moeda única e que tiveram que cumprir os critérios de convergência económica definidos no Tratado para que a nova moeda possa ser forte e estável (critérios de situação orçamental, de estabilidade dos preços, de estabilidade cambial, de convergência jurídica e de convergência das taxas de juro). Actualmente já foi definido o factor de conversão do Escudo para o Euro (1 Euro=200$482), a transacção de títulos em mercados de capitais já é efectuada em Euros ou em percentagem (dependendo do tipo de titulos transaccionados – Acções ou Obrigações), uma boa parte das grandes empresas já efectuou a redenominação dos respectivos capitais sociais para Euros, etc.. A partir de 1 de Janeiro de 2002 irá iniciar-se um período máximo de 6 meses, durante o qual existirá uma dupla circulação de Euros e Escudos findo o qual cessa o curso legal dos últimos.

Estou em crer que este último período que se avizinha será, com certeza, o mais confuso para o comum cidadão, e pretende-se, com este artigo, ajudar a esclarecer todas as dúvidas, por forma a que a passagem dos Escudos para Euros possa ser feita o mais naturalmente possível, encontrando-me desde já disponível para todas as questões que os leitores possam pretender colocar. Nas próximas edições irei iniciar o descrever de situações em concreto que possam vir a ser úteis para todos nós, nomeadamente nas alterações que o EURO virá a introduzir na vida de todos nós.



Francisco_Martins

©Francisco José Martins (2000)
Consultor de Investimentos
in Jornal D’Alenquer, 1 de Abril de 2000, p. 34

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