Procissão do Senhor dos Passos em Alenquer

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Procissão do Senhor dos Passos

Foi notória a presença de muitos jovens juntos com os menos jovens, a serem intervenientes activos na Procissão.

ALENQUER: Procissão do Senhor dos Passos

ALENQUER: Procissão do Senhor dos Passos

As Procissões do Senhor dos Passos, começaram por volta do século XVII em consequência de pregações Franciscanas. Por isso, o começo da nossa Procissão, não deve ter sido alheia a influência desses frades Franciscanos que viveram pelo nosso Concelho. Tudo começou com a necessidade de uma maior exteriorização da Paixão do Senhor. Havendo uma participação mais directa das pessoas, o Calvário era ao vivo no altar da Igreja.

No passado dia 26 de Março realizou-se a tradicional Procissão do Senhor dos Passos que, como habitualmente, saiu da Igreja da Misericórdia, percorreu as habituais ruas de Alenquer e recolheu à Igreja de São Francisco, onde se celebrou a Sagrada Eucaristia.

A banda da SUMA marcou presença, assim como os anjinhos que compareceram em bastante número e, a afluência do povo anónimo fez-se sentir, nomeadamente concentrado no Largo, onde se dá o ponto alto desta Procissão, que é o encontro de Nossa Senhora com Jesus e se ouve o Sermão de Encontro, que foi dito pelo Sr. Padre José Cruz – pároco de Santana da Carnota que, como já vem sendo hábito, foi simplesmente fascinante ouvi-lo. Um Sermão num tom de voz muito baixo, calmo, com uma linguagem muito simples e com exemplos do dia-a-dia, transmitindo todo o simbolismo da Procissão do Senhor dos Passos. Muito do povo presente rezou com ele e conseguiu fazer-se ouvir, calando o “falar em boca baixa”, que por vezes caracterizava o tempo em que decorria o Sermão, cativando a grande maioria da assistência, desde os mais velhos aos mais novos. Foi notória a presença de muitos jovens juntos com os menos jovens, a serem intervenientes activos na Procissão.

Hoje em dia tudo é diferente. O Calvário passou a ser a Missa final. Pode mesmo dizer-se, que a tradição já não é o que era. Os pequenos detalhes estão a ser esquecidos – poucas são as janelas que se cobrem com colchas ao passar da Procissão e já nem todos os acompanhantes dos anjinhos vestem a simbólica capa roxa.



Vanda-Sousa



©Vanda Garcês de Sousa (2000)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Abril de 2000, p. 29

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