Fogo é imprevisível e prevenir uma possível progressão é tão importante como controlá-lo

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“Fogo é imprevisível e prevenir uma possível progressão,
é tão importante como controlá-lo”

Fogo-imprevisivel

No dia 14 de Abril, teve lugar no Fórum Romeira uma acção PREVENIR, PLANEAR E SOCORRER NO CONTEXTO ESCOLAR, subordinada ao tema “Utilização de Extintores”, promovida pela Câmara Municipal de Alenquer, através do Pelouro da Protecção Civil e com o apoio do Pelouro da Educação. Esta acção foi conduzida por um representante dos bombeiros e da Protecção Civil, que foram explicando e tirando dúvidas aos presentes.

De seguida, e em síntese, passam-se a focar algumas das passagens mais importantes.

Os extintores são denominados meios de primeira intervenção, contendo substâncias destinadas a dominar ou eliminar pequenos focos de incêndio. As potencialidades do extintor variam segundo a quantidade da sua carga. A decisão do estudo de maiores ou menores cargas, depende do estudo efectuado por técnicos competentes, às quais deverá ser pedido a sua definição em termos de tempo, de actuação, bem como de amplitude.

Atendendo às substâncias envolvidas, permite alinhar quatro tipos de fogos:

    Classe A – madeira, papel, carvão, têxteis e matérias orgânicas em geral;
    Classe B – éteres, acetonas, álcoois, vernizes, gasolinas, gasóleos, produtos petrolíferos, pomadas;
    Classe C – butano, etano, propano, acetileno e gases inflamáveis;
    Classe D – metais como sódio, potássio, magnésio, urânio, zircónio e alguns tipos de plásticos.

Nos fogos de classe A devem ser empregues a água, espumas ou pós-químicos secos; Nos fogos de classe B, resultantes da combustão de líquidos ou sólidos, utilizam-se as espumas, pó químico seco, dióxido de carbono e halon; Na classe C poderá usar-se pó químico seco, dióxido de carbono e halon; Finalmente nos fogos da classe D deve usar-se pó químico seco, apropriado para cada tipo de produto.

Pode existir perigo para os utilizadores, e para o qual se deve dar especial atenção. A água sendo um excelente condutor eléctrico, nunca deve ser utilizado em aparelhos eléctricos e dispositivos locais onde a corrente eléctrica seja inevitável, o risco de electrocussão é um dos mais importantes.

As contra-indicações para as espuma são idênticas à da água. O dióxido de carbono não deve ser empregue em fogos com as seguintes substâncias: enxofre, magnésio, metais em pó, carbono, anilina e produtos contendo mercúrio e borracha, pois a reacção entre eles provoca o aparecimento de gases tóxicos. O halon não deve ser empregue em munições incendiárias, metais alcalinos ou alcalino-terrosos, metais em pó, misturas sulfonídricas, carbono, enxofre e locais mal ventilados.

A manutenção e inspecção são essenciais para que o extintor seja fiável e eficiente, no momento crucial em que se possa vir a utilizar. A inspecção deve ser feita quando as circunstâncias o exigem ou, pelo menos, mensalmente.

O local apropriado para se colocar o extintor deve ser de fácil acesso, os rótulos devem estar bem visíveis e em língua portuguesa. Deve certificar-se se o meio é de modo a preservar a sua eficácia intacta.

A noção de tempo e amplitude a que o extintor consegue responder são importantes para a sua actuação no decurso do sinistro. Não deixe contudo de alertar outros meios, o fogo é imprevisível e prevenir uma possível progressão e tão importante como controlá-lo.

Magda-Carvalho


Magda Carvalho (2000)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Maio de 2000, p. 13

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