Big-Bang? A variação da frequência do som

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Big-Bang?

A variação da frequência do som

Da Enciclopédia Americana traduzo duas frases relativas ao “Efeito de Doppler”:

    “Quando o comboio se aproxima, a frequência do som medida por um observador estacionário é mais alta do que a frequência que ele poderia medir se o comboio estivesse parado. Quando o comboio se afasta, o observador mede o som do assobio a uma frequência mais baixa”.

Note-se que se trata do som do assobio, e não do som do comboio, pois tem que ser um som que não varie na origem (pelo que a tal experiência da orquestra de trompetes foi folclórica mas não estúpida…), e haveria grande diferença, logo na origem, entre o som proveniente de um veículo parado e de um veículo em movimento. Há a apontar que a descrição é muito incompleta, pois não se refere às variações da distância, e da frequência, e às várias hipóteses, mas não é incorrecta (como outras são).

Mas reparemos bem: Se o som é mais alto quando o comboio se aproxima do que quando está parado, e é mais baixo quando o comboio se afasta do que quando está parado, então é mais baixo quando se afasta do que quando se aproxima. Isto, de acordo com aquilo que agora se designa por princípio de Doppler-Fizeau. Ora, não é isto que se observa! O que se observa não pode explicar-se como efeito Doppler.

O que se observa é que a frequência é mais baixa sempre que a distância ao observador é maior, quer o movimento seja de aproximação, quer do afastamento. Estamos em face de uma variação da frequência com a distância, a qual é muito maior do que a produzida pelo efeito Doppler e a esconde. Porque toda a gente pode observar que o som recebido por um observador é mais grave quando um veículo está mais longe, independentemente de estar a afastar-se ou a aproximar-se.

A explicação que nos ocorre é a de frequência do som recebido ser tanto menor quanto maior a quantidade de matéria interposta, em resultado de uma cedência de energia do som ao ar que atravessa.



Carlos-Amado-Reis


©Carlos Amado Reis (2000)
in Jornal D’Alenquer, 1 de Maio de 2000, p. 35

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