Presidente da República visita a Ota

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Presidente da República visita a Ota

Ota-Visita-Presidencial.

O número de alunos é manifestamente insuficiente para as necessidades da Força Aérea, onde se verifica que os cerca de quarenta por cento de voluntários rejeitados o são, por incapacidade demonstrada nos testes psicotécnicos e não por excesso de oferta

No passado dia 12 de Abril de 2000, Jorge Sampaio esteve no CFMTFA (Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea), ex-B.A.2, em Ota, incluída no âmbito das visitas a unidades militares como Comandante Supremo das Forças Armadas. Jorge Sampaio chegou cerca das 10:30 horas, tendo de imediato início as “honras militares”.

Num prolongado “briefing” o General Alvarenga dos Santos, na qualidade de Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e acompanhado do Comandante do Centro, Coronel Piloto Aviador Carlos M. Amaral Félix, apresentou as boas vindas ao Presidente da República, ao Dr. Castro Caldas, Ministro da Defesa ao General Espírito Santo, Chefe do Estado- Maior das Forças Armadas assim como a todos os restantes convidados.

De seguida descreveu o historial do Centro de Formação, enaltecendo as suas virtualidades e a importância que tem para a Força Aérea, assim como para a sociedade civil portuguesa e mostrou-se deveras preocupado com a problemática do recrutamento (cerca de oito mil/ano) assim como com a dificuldade de equivalência dos cursos ministrados, visto ser a Força Aérea o único sítio onde eles estão programados. Ficamos a saber que o número de alunos é manifestamente insuficiente para as necessidades da Força Aérea, onde se verifica que os cerca de quarenta por cento de voluntários rejeitados o são, por incapacidade demonstrada nos testes psicotécnicos e não por excesso de oferta. Quanto ao pessoal feminino, dos oito elementos em 1988, evoluiu-se para oitocentos e noventa e oito em 1999, embora ainda seja escassa a integração do pessoal feminino no Quadro Permanente, possivelmente devido à larga duração do curso de formação.

Seguiu-se um período de perguntas e respostas, onde o PR pediu esclarecimentos a algumas especialidades que pensava não serem de difícil recrutamento, como os bombeiros, por exemplo, onde foi esclarecido que a Força Aérea é quem melhor prepara os bombeiros, acrescentando que é onde eles são todos preparados para os aeródromos do país, aeroportos, etc. onde existem equipas de salvamento permanentes e aptas para fazerem fase a um acidente aéreo.

Terminado este “briefing” ficamos com a sensação que as maiores preocupações dos responsáveis da Força Aérea, são essencialmente o abandono dos recrutados findos os quatro anos de serviço militar obrigatório, a curta duração dos contratos e a dificuldade de colocação dos especialistas no mercado de trabalho, principalmente devido à falta de equivalência dos cursos ministrados.

Seguiu-se uma visita às salas de formação onde o PR fez várias perguntas aos alunos que se encontravam a manipular diversos equipamentos.

Antes do almoço, Jorge Sampaio disponibilizou-se a falar para a Comunicação Social e entre outras afirmações, defendeu o reforço da via diplomática entre Portugal e Angola para ultrapassar a recente crise dos repatriamentos e defendeu que não devem ser os cidadãos a sofrer as consequências das divergências entre os dois países.



Hernâni de Lemos Figueiredo


©Hernâni de Lemos Figueiredo (2000)
director do Jornal D’Alenquer
in Jornal D’Alenquer, 1 de Maio de 2000, p. 4

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