Feira da Ascensão (Memorial)

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FEIRA DA ASCENSÃO

I Feira da Ascensão  - 20 de Maio de 1982 Luís Rema, presidente da Assembleia Municipal de Alenquer, inaugura o certame

I Feira da Ascensão
– 20 de Maio de 1982
Luís Rema, presidente da Assembleia Municipal de Alenquer, inaugura o certame

A Assembleia Municipal aprovou, em 28 de Fevereiro de 1980, a criação de uma Comissão à qual incumbiu de preparar uma Feira de Amostras das principais potencialidades do Concelho de Alenquer.

Com o objectivo de congregar no projecto as forças vivas de então, foram solicitados os sectores da indústria, comércio, agricultura, associações, colectividades, artistas, etc., que aderiram.

Dois anos volvidos a Feira ganhou substância e em 20 de Maio de 1982 – Quinta-Feira da Ascensão, feriado municipal – o certame é inaugurado com a pompa e circunstância que um evento desta natureza exigia.

A I Feira decorreu no espaço onde outrora esteve instalado o campo de futebol do S.C.A. e é, actualmente, o local do novo Tribunal Judicial. “Apanhava”, ainda, algumas lojas devolutas nos prédios construídos nas imediações, nomeadamente na Rua Sacadura Cabral.

Um pavilhão central e cerca de uma dezena de módulos individuais colocados na rua, compunham o corpo exterior da Feira, enquanto que perto de 6000 m2 de terreno a céu aberto constituíam a área de exposição de tractores, automóveis, alfaias agrícolas e outros.

A organização perderia qualquer apreensão quanto ao eventual não sucesso do certame, após constatar que para além dos expositores, a população do Concelho, e não só, apoiava com a sua presença o trabalho e intenção ali preconizados.

Lançada a semente, nos anos seguintes a Feira foi aceitando e fazendo, ao mesmo tempo, novos desafios. Da compreensão pela tarefa do principiante passou a querer qualidade e, neste campo, os expositores disseram presente. Começaram a surgir os espaços tratados com primor, simplicidade e elegância, a par da vontade de renovar ano-após-ano.

A Feira da Ascensão, viria a constituir-se como um instrumento chave na captação de infraestruturas de apoio ao desenvolvimento económico do Concelho, como sejam o magnífico espaço do edifício da fábrica nova da Romeira e o terreno que lhe fica adjacente e no qual foi implantado um pavilhão com 50 módulos 3m x 3m.

Foi a necessidade de responder à crescente pressão provocada pelos expositores e candidatos a expositores que levou o município, em boa hora, a comprar o terreno e imóvel. Mais recentemente, tornaria a adquirir uma outra zona contígua ao parque de exposições – estacionamento – para a realização de espectáculos de animação da Feira (vacadas, touradas, etc.).

É na área adjacente ao Forum Romeira onde se realiza, também, a Feira do Vinho e do Cavalo, em Setembro. É aqui onde, igualmente, as colectividades organizam espectáculos culturais e ocorrem encontros sociais, etc..

Os princípios orientadores da I Feira da Ascensão foram sendo mantidos ao longo dos três quinquénios seguintes, nomeadamente a sua abertura apenas aos empresários do Concelho e também àqueles que não tendo estabelecimento aberto têm, todavia, escritórios ou agências de trabalho localizados no município.

Procurou-se, igualmente, animar o certame com a “prata da casa” recorrendo a ranchos folclóricos, às bandas de música, às colectividades de desporto e recreio de índole popular e, mais recentemente, aos agrupamentos musicais, intenção conseguida, salvo algumas excepções.

A Feira criou raízes. O desempenho do seu sucesso deve-se a todos os que forma indistinta a quiseram ver como a maior realização empresarial, social e cultural do Concelho de Alenquer.

(Revista Ascensão 2000)


VER TAMBÉM;

Feira da Ascensão: O grande desafio (Hernâni de Lemos Figueiredo, director do Jornal D’Alenquer)
Feira da Ascensão (Actividades Económicas)
XIX Feira da Ascensão (Álvaro Pedro, Presidente da Câmara Municipal de Alenquer)
XIX Feira da Ascensão (Luís Rema, Vereador das Feiras da Câmara Municipal de Alenquer)
XIX Feira da Ascensão (Vladimiro de Matos, Presidente da Direcção da ACICA)




in Jornal D’Alenquer, 1 de Junho de 2000, p. 25

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