Entrevista a… Pedro Pinheiro, actor de Mil Palcos

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”Projetos novos tenho muitos, sempre. E no imediato, neste ano em que comemoro 45 anos de cena, é voltar a representar no palco, do que tenho muita saudade.”

Pedro Pinheiro (31 de abril de 2008)

Inesperadamente os olhos batem num cartaz a anunciar a apresentação em Alenquer do livro “Pedro Pinheiro – Actor de Mil Palcos”, da autoria de Luciano Reis. Chamou-nos a curiosidade e também, por não dizê-lo, a satisfação por verificarmos a justeza do reconhecimento público, neste caso de concidadãos e amigos, pelo trabalho de uma vida de uma pessoa que há muito estimamos e temos admiração; e na sua (na nossa) terra, o que mais notório se apresenta, pois é sabido que não é por razões masoquistas que se diz que “santos da casa não fazem milagres”.

Em consequência das nossas actividades profissionais, encontramo-nos algumas vezes. Assim foi na inauguração da Casa-Museu Palmira Bastos, em Aldeia Gavinha; também o foi em Abrigada, em 2000, quando justamente foi homenageado pelos amigos da terra natal, e; em 2005, aquando da apresentação do Grupo Coral Vozes Maduras, agrupamento maioritariamente constituído por amigos e colegas de escola, e alguns familiares também; já antes em Alenquer, em 2001, encontramo-nos no lançamento do livro “Saudades Mil”. E volta e meia lá tropeçamos um no outro sempre que no concelho de Alenquer há um qualquer acontecimento de cariz cultural.

Também nos deslocámos, por diversas vezes, à sede da Sociedade Portuguesa de Autores para assistirmos a alguns trabalhos seus. Inclusive, a convite seu, assistimos, em Lisboa, no Teatro Aberto, à representação da peça “Encontro com Rita Hayworth”, quando foi o justo vencedor do “Grande Prémio de Teatro Português 2000”, precisamente com essa obra.

Falando um pouco do GRANDE PRÉMIO DO TEATRO PORTUGUÊS, certame organizado pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), e que é anunciado precisamente em cada dia 22 de Maio, DIA DO AUTOR PORTUGUÊS, a peça “Encontro com Rita Hayworth”, de Pedro Pinheiro, mereceu a unanimidade do júri constituído por Francisco Rebelo (SPA), João Lourenço e Vera San Payo de Lemos (Teatro Aberto), Esmeralda Serrana (Instituto das Artes do Espectáculo), e Carlos Porto (critico).

Das diversas vezes que conversamos, a sua vida artista ficou suficientemente escalpelizada para que se ficasse a saber o mais importante. Mas, ao escrevermos sobre Pedro Pinheiro, fazemo-lo não só para nós, mas também para quem nos lê pela primeira vez.

JOAQUIM JOSÉ PEDRO DA SILVA PINHEIRO, nasceu em Abrigada, no concelho de Alenquer, a 27 de Novembro de 1939. Frequentou o Conservatório Nacional no “Curso de Teatro” de Representação e Encenação. Teve a sua estreia profissional em 30 de Novembro de 1963, no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde representou “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare.

Autor, actor, encenador e director, tem uma actividade diversificada na área do espectáculo, tanto no teatro como na rádio, no cinema e na televisão.

No cinema entrou em 15 filmes como actor e trabalhou com Manuel de Oliveira, Artur Semedo, Herlander Peyroteo e Phillipe Clair.

Na rádio fez teatro radiofónico, folhetins, programas de divulgação cultural, programas de poesia e juvenis.

Na televisão participou em peças teatrais, séries, telenovelas, programas musicais, etc., alguns no tempo do “directo”.

Na SPA-Sociedade Portuguesa de Autores existem 134 registos de trabalhos de sua autoria.

PEDRO PINHEIRO é mesmo um ACTOR DE MIL PALCOS.

Anteontem, 29 de Abril, no Teatro da Trindade, em Lisboa, foi apresentado o livro “PEDRO PINHEIRO – ACTOR DE MIL PALCOS”, da autoria de Luciano Reis e que a SETE CAMINHOS editou. É um livro no formato 16×33, com 224 páginas.

A Ocasião também foi aproveitada para mais uma homenagem a este nosso amigo, com o descerramento de uma placa com o seu nome, na parede do Salão Nobre daquela casa de espectáculos, ao lado de muitas outras ali existentes que perpetuam grandes vultos do teatro português.

Quanto ao autor do livro, LUCIANO REIS é um “expert” em TEATRO e tem escrito muitas obras alusivas a esta expressão cultural. Beatriz Costa, Chaby Pinheiro, Ivone Silva, Laura Alves, Maria Dulce, Vasco Santana, e agora Pedro Pinheiro,.são alguns dos seus trabalhos. Mas também escreveu sobre o Parque Mayer e já vai no 3º. Volume.

Na obra “Pedro Pinheiro – Actor de Mil Palcos”, Margarida Carpinteiro prefaciou-a afirmando, entre muitas coisas bonitas que “Pedro Pinheiro pertence ao grupo de homens que entenderam há muito o abismo e a glória que convive paredes meias no ser humano. É um “sabedor” de vidas, um talentoso ser, pronto a acolher e a ajudar”.

É a vez de Alenquer receber O ACTOR DE MIL PALCOS. A apresentação da obra decorrerá na Casa-Museu João Mário, no próximo domingo, 4 de Maio, pelas 16,00 horas. Também actuará o Grupo Coral Vozes Maduras, de Abrigada.

JOAQUIM JOSÉ, JOSÉ PEDRO, PEDRO DA SILVA. TANTAS HIPÓTESES PARA UM NOME ARTÍSTICO; PORQUÊ O PEDRO PINHEIRO?

Era necessário arranjar um nome artístico e PEDRO PINHEIRO surgiu por PEDRO ser um nome da minha mãe e PINHEIRO ser também um nome do meu pai.

FALE-NOS UM POUCO DE SI. O QUE É QUE O INFLUENCIOU A SER ACTOR?

Não sei. Desde miúdo nunca quis ser outra coisa. Nunca tive outro oficio.

E A SER ESCRITOR?

Pode aplicar se o mesmo designio. Muito miúdo ainda, tentei escrever uma peça de teatro. Felizmente não passou disso, de simples tentativa. Mais tarde escrevi comédias e revistas em Abrigada. O meu percurso de actor acompanhou sempre o de escritor.

QUANDO ESCREVE, É TUDO FICÇÃO OU FAZ ALGUMA INVESTIGAÇÃO?

A base é ficção mas quando preciso faço investigação a sério.

O SEU PODER CRIATIVO NÃO DÁ PARA A POESIA?

Faço alguma mas é só para mim. Não dá para a expôr.

ALGUM DOS SEUS LIVROS TEM SIGNIFICADO ESPECIAL?

São todos meus filhos, não diferencio nenhum.

E AS SUAS INTERPRETAÇÕES? HÁ ALGUMA QUE LHE TENHA DEIXADO A “BOCA DOCE”?

Igualmente gosto de todas elas, pois sempre fiz o meu o trabalho com muita entrega.

COMO SE DEFINE COMO AUTOR?

Para mim TEATRO não é só representar. E as outras actividades que eu desempenho, todas elas estão ligadas ao TEATRO, e todas elas contribuiem de alguma maneira para eu me realizar.

COMEÇOU COM SHAKESPEARE. ACHA UMA EVOLUÇÃO ARTÍSTICA A SUA CAMINHADA COMO COMEDIANTE?

Tenho formação do teatro clássico, onde há a comédia, indubitavelmente o meu género favorito.

TAMBÉM É COMEDIANTE OU É SOBRETUDO COMEDIANTE?

Sobretudo sou actor, e o teatro inclui o drama, no teatro está a tragedia e a farsa e, como é óbvio, a comedia também tamb[em lá está.

NO TEATRO TEM ALGUMA REFERÊNCIA?

Sim. A minha referência no teatro… é o próprio TEATRO.

EM PORTUGAL O PARQUE MAYER É A “MECA” DO TEATRO OU EXISTEM OUTROS PANTEÕES?
É o símbolo de um certo tipo de teatro, e a Revista é o nosso teatro popular. Ele existe só em Portugal.

DEPOIS DE ESCREVER TANTO SOBRE IMENSAS COISAS É A PRIMEIRA VEZ QUE ESCREVEM SOBRE SI?

É a primeira vez. E Obrigaram-me a mergulhar nas minhas lembranças.

COMO REAGE ÀS CRÍTICAS?

O meu primeiro crítico sou eu. E sou bastante rigoroso. As outras críticas, observo, analiso e faço a minha selecção.

“O SÓLIDO NATAL”, “A GRANDE VIAGEM DO PAI NATAL” ,“O CIRCO DO NATAL”, O “SAPATINHO DE NATAL”; “BOM DIA, NATAL”, “VIVA O NATAL”, “ALEGRIAS DE NATAL”, “O NOSSO AMIGO NATAL”, ETC. ETC. O NATAL ESTÁ MUITO PRESENTE NOS SEUS TRABALHOS. ACREDITA NO MENINO JESUS, OU É SÓ “PLÁSTICA”?

Tenho pena de já não acreditar no Menino Jesus.

45 ANOS, SÃO MUITO ANOS DE “CENA”.E ISSO DÁ-LHE UMA CERTA AUTORIDADE PARA OPINAR SOBRE O TEATRO EM PORTUGAL. O QUE PENSA DELE?

O teatro em Portugal foi sempre muito mal tratatado. Só que o teatro resiste a isso tudo porque tem muita força. Ele nasceu com o primeiro homem.

HÁ PROJECTOS NOVOS? QUAIS SÃO ELES?

Muitos sempre. No imediato, neste ano que comemoro 45 anos de cena, é voltar a representar no palco, do que tenho muita saudade.

LIVROS:

  • “As Histórias do Palhaço Casacão”,
  • “Memórias de um Miúdo de 8 Anos”,“Circulo do Carnaval”;“A Última Crónica da Índia”;“Saudades mil”;“O cretino que vendeu o Sol”;
  • “Encontro com Rita Hayworth”.

OBRAS. INFANTIS:

  • “O Brinco de Estimação”
  • “As Aventuras de Batatinha e Casacão”
  • “O Zé-Maria, D. Cigarra e a Srª Formiga”
  • “O Sólido Natal”“A Grande Viagem do Pai Natal”
  • “O Cavaleiro da Triste Figura”
  • “O Professor de Música”
  • “O Tio Pedro foi à Lua”
  • “A Gaiola de Cristal”
  • “Caçada Real”“O Circo do Natal”
  • “O Circo do Carnaval”“Sapatinho de Natal”
  • “Supermax”“Paulinho e Solidó”“Bom Dia, Natal”
  • “Viva o Natal”“Alegrias de Natal”
  • “O Nosso Amigo Natal”
  • “Gaivotas de Abril”
  • “A Imperatriz da Mauritânia”

OBRAS JUVENIS

  • “Histórias da Nossa Terra” (série juvenil de 13 episódios);

OUTRAS OBRAS

  • “Os sete Pecados Mortais”;
  • “Avenida da Liberdade”;«Afinal Inês é viva»
  • “Encontro com Rita Hayworth”, – Data de Estreia: 19 de Setembro de 2002

COMÉDIA:

  • “Mulher com Marido Longe…”
  • “Logo à Noite, Meu Amor…”

REVISTA:

  • “Na Corda Bomba” (revista com Manuel Gírio);
  • “Em Frente Marche” (revista com Manuel Girio);
  • “Um Cheirinho a Portugal”

TELEVISÃO:

  • “Os Malucos do Riso”

TITULOS REGISTADOS NA SPA:

  • A CAMPONESA E O BURRO
  • A CARTA CODIGO
  • A CIGARRA CANTADEIRA
  • A GENTE NAO TEM AMIGOS
  • A GRANDE VIAGEM DO PAI NATAL
  • A ILHA DE SANCHO PANCA
  • A MOURARIA E UMA MULHER
  • A MULHER DE JESUS
  • A MULHER DO MEU MARIDO
  • A MUSICA DA FESTA
  • A PARTIDA DE D QUIXOTE
  • A REVOLTA DE TERESA PANCA
  • ALENTEJO DIZ QUE O FADO
  • AMOR COMO O NOSSO
  • AO ENCONTRO DE NADA
  • AO ENCONTRO DE NADA (CANCAO DO VAGABUNDO)
  • APARICAO DE SUPERMAX
  • APRESENTACAO DA PIPOCAS
  • APRESENTACAO DA RITINHA
  • APRESENTACAO DO APARELHO COMPUTADORIZADO
  • APRESENTACAO DO SALSICHA
  • ARVORES QUE FALAM
  • BANDEIRA DA PAZ
  • BONECO DE TRAPOS
  • CANCAO DA SRA FORMIGA
  • CANCAO DO CAPITAO
  • CANCAO DO MERCEEIRO
  • CANCAO DO TOTOCA
  • CANTIGA ANTIGA
  • CANTIGA DE TERESA PANCA
  • CANTIGA DO PAULINHO
  • CANTIGA DO REGEDOR
  • CAPOEIRA I
  • CAPOEIRA II
  • CARTA A INIMIGA
  • COMO E QUE EU POSSO IR PARA O MAR
  • CRIANCA EMIGRANTE
  • D QUIXOTE TEM UM SONHO
  • DE QUEM SERA A CARTEIRA
  • DEIXARAM A SAUDADE A MINHA PORTA
  • DESCOBERTA
  • DIZ QUE DIZ
  • DO SANGUE DA COR
  • DUETO DOS AMIGOS
  • E PRECISO O AMOR
  • E PRECISO O AMOR (BANDEIRA DA PAZ)
  • ENCONTRO COM O PROFESSOR BUSCA POLOS
  • ERA UMA VEZ UMA SENHORA SEM NINGUEM
  • EU GOSTO E DO ZE MARIA
  • EU QUERO UMA ILHA
  • EU SEI QUE ESTE LUGAR NAO E O MEU
  • EU SOU O REI DESTAS TERRAS
  • EU TU ELE E NOS
  • FADINHO A DUAS VOZES
  • FADINHO DO BRANCO OU TINTO
  • FADINHO DO CHEQUE E CHOQUE
  • FADINHO DO DUELO
  • FADO CEGUEIRA
  • FADO EDGAR
  • FADO MARIA
  • FADO VADIO
  • FLORES
  • GRITO A PAZ
  • HISTORIA DE D QUIXOTE
  • HISTORIA DE UMA VIDA
  • HORIZONTE DE PALHACO
  • ISTO E QUE VAI AQUI UMA ACORDA
  • JA SEI MUITA COISA
  • LICAO DE CACA
  • LICAO DE CANTO
  • LIGACOES
  • LIGACOES I
  • LIGACOES II
  • LISBOA TINHA SOL NESSA MANHA
  • LOGO A NOITE MEU AMOR
  • MAIS ALEM
  • MENINO JESUS DE NATAL
  • MENINO JESUS DO NATAL
  • MEU REI MEU REI
  • MEU TEJO LISBOETA
  • MINHA PATRIA SEM IDADE
  • MULHER COM MARIDO LONGE
  • MULHER TRISTE
  • NAO SONHES REIZINHO
  • NATAL DO RAPAZ POBRE
  • NO MEIO DE UMA FLORESTA
  • NO PEITO CRUZEI MEUS BRACOS
  • NO VELHO VELHO PALACIO
  • NOITE DE LUZ
  • NOITE FADISTA
  • NUM REINO DISTANTE
  • O AMOR QUE TINHA O FADO
  • O BARBEIRO DE D QUIXOTE
  • O BOLO DE ANIVERSARIO
  • O CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA
  • O FADISTAS DE OUTROS TEMPOS
  • O FATO NOVO DO CASACAO
  • O MEU BOM JESUS
  • O MUNDO E CIRCO
  • O MUSICO DA RUA
  • O PALHACO BATATINHA E O PALHACO CASACAO
  • O PRINCIPIO E O FIM
  • O QUENTINHO DO MEU QUARTO
  • O REI VAI PARTIR
  • O SEGREDO BEM GUARDADO
  • O SEGREDO DE UM AMIGO
  • O SULTAO DAS TEMPESTADES
  • OLHA A MARCHA POPULAR
  • ORA DIGAM MEUS MENINOS
  • OS ESPIOES
  • OS SETE PECADOS MORTAIS
  • PARA LA DO HORIZONTE
  • PARTIDA PARA A GUERRA
  • PAULINHO SOLIDO E O PESCADOR
  • PRECE DE NATAL
  • PRIMEIRO FADO SEM TI
  • QUANDO A GENTE NASCE AQUI
  • QUANTOS HOMENS TEM SOFIA
  • QUE MAL QUE VAI ESTA CORTE
  • QUEM DIZ QUE O FADO
  • QUEM QUIZER CANTAR O FADO
  • SE ALGUEM QUISER SER FELIZ
  • SENTO O POVO A MINHA MESA
  • SILENCIO AMIGO
  • SOLIDO DO NATAL
  • SOLIDO SOLIDO
  • SONHAR COM A LUA
  • SONHO E SONHO
  • SORRI PARA NOS O PALHACO
  • SOU O D QUIXOTE
  • SUPERMAX
  • TEMPO SO DE AMOR
  • TENHO SAUDADE
  • TER O MAR PARA ATRAVESSAR


Hernâni de Lemos Figueiredo

in Jornal D’Alenquer, 31 de Abril de 2008, on line
©Hernâni de Lemos Figueiredo (2008)
director do Jornal D’Alenquer

1 Comentário

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  1. João Dimas / João Dizentte

    Eu conheci pessoalmente o Pedro Pinheiro. Tive o privilégio de ter trabalho em Teatro com Ele, no inicio da minha curtíssima carreira como actor profissional, ele foi para mim um amigo e um Mestre. Um senhor e uma referencia, inesquecível. Um criativo em multidisciplinar. Um Talento como poucos, dos melhores que este país conheceu. É um amigo que lembrarei sempre com saudade. Estive no seu funeral e lamento que as televisões não tenham lá estado. Ele tal como muitos e atrizes, merecem nessa hora honras de estado, e o próprio estado esquece-os. Lamentavelmente a cultura e os seus agentes ainda não são respeitados. Se calhar é porque foi um trabalhador das artes , como muitos. Abreijos, querido amigo e mestre Pedro Pinheiro.

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