Partido Socialista vence eleições autárquicas em Alenquer

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Partido Socialista vence eleições autárquicas em Alenquer

Jorge Riso eleito presidente de Câmara

Jorge Riso (PS) venceu hoje as eleições autárquicas para a presidência da Câmara de Alenquer com 40% dos votos expressos, enquanto Nuno Coelho (CPNT), conseguiu 36,1%. e José Manuel Catarino (PCP-PEV), obteve 16,3%. José António Porém (BE) ficou com 5% dos votos.


ALENQUER – Autárquicas 2009
Na contagem de votos dos resultados que iam chegando de todo o concelho, a “velha guarda” socialista esteve sempre atenta: uns só no subconsciente, como Álvaro Pedro, outros marcaram presença, como Manuel Viana, José Lourenço, João Hermínio, para além de Jorge Riso, o vencedor deste acto eleitoral

No Centro de Campanha do Partido Socialista, em Alenquer, pouco passava das 22,00 deste dia 11 de Outubro de 2009 e já se festejava a vitória de Jorge Riso, embora ainda não fosse conhecida a totalidade da contagem das freguesias. No final, 791 votos separavam Jorge Riso de Nuno Coelho, o candidato da Coligação Pela Nossa Terra.

De realçar que a maior freguesia do concelho, Carregado, foi conquistada pela Coligação pela Nossa Terra, com o social-democrata José Manuel Mendes como cabeça-de-lista. A Assembleia de Freguesia do Carregado ficou com 5 elementos da CPNT, 5 do PS e dois da coligação PCP-PEV, o que deixa antever alguma dificuldade no entendimento para a constituição do executivo.

José Augusto Honrado venceu a Freguesia de Ota, liderando uma lista de independentes, e Joaquim Correia Pedro, da CDU, voltou a vencer em Abrigada, embora tenha perdido a maioria absoluta. Vitor Ronca, da CPNT confirmou a sua presidência na Freguesia de Triana. As restantes doze freguesias mantiveram-se com o Partido Socialista. Para a Assembleia Municipal o Partido Socialista recolheu a maioria dos votos e Fernando Rodrigues vai continuar a ser o Presidente.

Como atestam os números foi um acto eleitoral equilibrado, e participado, onde PS e CPNT aumentaram o número de votos e a CDU e BE registaram perdas expressivas. A CPNT passou de 6.059 votos em 2005 para um registo actual de 7.270, portanto um ganho significativo de 1211 votos. O PS foi mais modesto nos ganhos, pois limitou-se a confirmar o resultado de 2005 com um superavit de 50 votos, registando hoje 8.061 votos. Quanto à coligação PCP/PEV perdeu 503 votos (3.779/3.276). Igualmente contas difíceis para o BE que não conseguiu confirmar o excelente resultado das anteriores eleições, tendo agora deixado fugir 1.325 votos (2.329/1.004).

Assim, sai da cena política Álvaro Pedro, protagonista do Partido Socialista desde as primeiras eleições em Alenquer após 1974, onde as venceu todas, quase sempre com maioria absoluta. “Rei morto, rei posto. Viva o Rei”. E a reinar a partir de agora está Jorge Riso, o até hoje vice-presidente camarário.

Registámos as primeiras palavras do novel presidente para a Comunicação Social, após a convicção de que a vitória estava assegurada: “É uma grande vitória do Partido Socialista num momento em que muda de ciclo, e por isso era importante que o PS ganhasse. Vamos mostrar às pessoas que podiam confiar em nós, para que, daqui por quatro anos, os resultados consigam ainda ser melhores”.

Em certa altura da campanha eleitoral Jorge Riso pediu a “maioria absoluta”, que não foi obtida. Sobre isso esclareceu: “Nesta hora há que reconhecer que colocámos a fasquia muito alta e que não conseguimos atingir esse objectivo, mas uma vitória é uma vitória, nem que seja só por um voto; e nós ganhámos. Para além disso é uma prova de que as pessoas também confiam em nós, e quero aqui deixar uma palavra de agradecimento a todos aqueles que votaram em nós e que confiam em nós”.

Para Jorge Riso a sua candidatura acabou por ser prejudicada por prometer só aquilo que podia fazer. “De facto nós temos a consciência de que não podíamos fazer muito, portanto não prometemos muito, e nesse aspecto, se calhar, fomos de alguma forma prejudicados”.

Jorge Riso não quis terminar esta breve entrevista sem dirigir algumas palavras aos seus adversários políticos: “Uma palavra também de admiração para eles, pois fizemos uma campanha com civismo. Não foi aquela campanha que eu esperaria, com debate de ideias, mas foi uma campanha com civismo. Somos todos alenquerenses e espero que a partir de agora haja lealdade e coragem para trabalharmos em prol da nossa terra que é Alenquer”.

Está assim consumada a renovação. E nesta hora de mudança, embora não estivesse visível na sua totalidade, a “velha guarda” socialista ainda persistiu em se fazer sentir (Álvaro Pedro – este, só no subconsciente dos restantes – Carlos Cordeiro, Manuel Viana, José Lourenço, e mais alguns). Jorge Riso tem agora 4 anos pela frente para se libertar, perante os olhares alenquerenses, desta teia dogmatizada que governou o concelho durante 34 anos; assim saiba interpretar os resultados dos dois últimos actos eleitorais autárquicos.


Hernâni de Lemos Figueiredo


in Jornal D’Alenquer, 13 de Outubro de 2009, on line
©Hernâni de Lemos Figueiredo (2009)
director do Jornal D’Alenquer

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