Autárquicas 2013: Pedro Folgado com 60%, a desgraça total para o Concelho

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Autárquicas 2013

Comentário aos resultados da 2.ª sondagem para a presidência da Câmara de Alenquer

Pedro Folgado com 60%, a desgraça total para o Concelho

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Ora bem. Chegamos aos resultados da segunda ronda e, quem quis, votou no candidato da sua preferência à Câmara Municipal de Alenquer.

E, como podemos observar, há uma viragem muito significativa, que porventura pode não ter qualquer significado. Houve quem dissesse que tinha, mas que não usava, um tal programa que, segundo o próprio, mais não fazia que aldrabar os resultados. Mas isso não é novidade para ninguém porque neste concelho não há nada que não se aldrabe… mesmo contra a nossa vontade. Seja por vontade de quem vota, ou por vontade de quem aldraba o que sabemos é que Pedro Folgado obteve uns confortáveis 60%, o que a ser verdade no dia das eleições, seria a desgraça total para o Concelho, ensombrado ainda com a memória das maiorias do “PS à Álvaro Pedro”.

Nuno Coelho fica na corrida com 36% dos votos o que não me admira absolutamente nada, como justifico no mapa das eleições de 2009, com que iniciei o comentário, onde o mesmo concorreu e não ultrapassou os 34,44%, o que quer dizer que a sua base eleitoral praticamente se mantém e neste caso pontual sobe 1,5%. Ou seja nada há a acrescentar.

Carlos Areal fica-se pelos 2,53% o que não pode ser encarado como verdadeiro, porque sabemos que a CDU vai votar em peso no seu candidato, e a votação andará sempre entre os 13% e os 18%, registo a que já nos habituou.

João Herminio continua em baixa, 1,21% é mesmo muito mau. Mesmo com toda a publicidade que lhe é feita pelo Bloco de Esquerda, está a 4/5 do resultado obtido em 2009. Das duas, uma: ou o eleitorado não acredita no Bloco de Esquerda ou então não acredita no candidato. Venha o diabo e escolha.

Desta segunda sondagem podemos retirar três leituras:

    1. A primeira, é a viciação da votação, e quanto a isso nada há que se possa fazer, a não ser apelar à réstia de honestidade de quem o possa estar a fazer;

    2. A segunda, é uma mudança do sentido do voto da esquerda, que canaliza o eleitorado da CDU e do Bloco de Esquerda em Pedro Folgado. Voltando mais uma vez à tabela das eleições de 2009, vemos que, os 60% desta sondagem são a soma dos eleitores PS, mais 15% da CDU, mais 4% do BE, que não votaram nos seus candidatos;

    3. A terceira leitura, prende-se com a abstenção; que não vai às urnas mas que aproveita para “votar” na Internet. Na realidade, são 40% que podem fazer a diferença a qualquer candidato que consiga tirar as pessoas de casa no dia das eleições. Ela é a maior força política do Concelho. Andam muito poucos a conquista-la. Se a abstenção se apresentasse como candidata, e se votasse em si, os partidos políticos em Alenquer ficavam reduzidos a nada. Pensem nisso.

Abrigada, 31 de Julho de 2013




Inacio-Silva



Fotógrafo
©Inácio Silva (2013)

4 comentários

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  1. Anónimo

    Como é que é possivel que um alenquerense tão em entendido em várias matérias, nomeadamente na adivinhação não se disponha a trabalhar em prol do concelho?
    Concerteza que as suas capacidades de “bola de cristal” seriam muito uteis na gestão do municipio, quiça do país!
    Haja humildade e pés assentes na terra!

    • Muito obrigado pelo seu comentário.
      Devo esclarecê-lo que até hoje tudo o que tenho feito tem sido em prol do concelho, do distrito ou do país, e como sabe, para isso não é preciso estar na politica activa e muito menos num órgão autárquico. No entanto também já desempenhei cargos autárquicos, por isso mesmo, entendi, que sou muito mais útil fora deles.

  2. Sobre a “viciação da votação”, palavras tuas, vários leitores têm alertado para essa possibilidade, e a todos respondi com o mesmo principio que o estou a fazer agora.

    Há aqui três situações a considerar: primeiro, que a plataforma que utilizo é segura, quanto baste, para limitar ao máximo a votação da mesma pessoa por mais que uma vez. E que o controlo não é exercido só ao nível do IP. Mas, se nos lembrarmos que até a Casa Branca não está segura, e é suposto que seja o sistema informático mais seguro do planeta, que convicções de inviabilidade poderemos resgatar para uma simples sondagem, ainda por cima, toda “de borla”?:

    Segundo, a haver “equipas no terreno” com a missão de votar a partir de IPs diferentes, isso não constitui novidade, e não será a primeira nem a última vez que acontece. Todavia, a ser um “mérito”, isso será somente reconhecido por aqueles que obtêm melhores resultados com ele;

    Terceiro, se essas pessoas se sentem realizadas em obter resultados bondosos nas sondagens que depois não serão reflectidos na votação eleitoral real, isso é com elas. Eu sinto-me compensado por ter contribuído para a sua felicidade, mesmo que ela seja efémera. Também te digo que estou convicto que a haver as tais “equipas no terreno”, essa decisão não partirá de nenhum dos candidatos directamente intervenientes nesta sondagem, mas sim da simples iniciativa impulsiva de alguns “informáticos” a quererem afirmar-se perante si mesmos que são “cabeças pensantes” competentíssimas na defesa de uma causa, a sua. O negativo disto tudo é se esses “miúdos” estão próximos da área do poder e se algum dia alcançam algumas responsabilidades inerentes.

    Para terminar: só para dizer que sugeriram que acabasse com a “sondagem”. Entre muitas justificações alvitraram que ela poderia “criar factos políticos”. Mais uma vez volto a dizer que, quanto à criação de factos políticos, infelizmente, aqueles que conheço têm sido criados por alguns actores políticos que andam no terreno, e, felizmente, para a minha sanidade intelectual, já desliguei, há muito tempo, o “interruptor” da política. De política, de políticos e de partidos políticos já tenho a minha conta.

    Como é óbvio, o programa das 6 sondagens irá continuar. Primeiro, porque estou muito satisfeito pela aderência que este ciclo tem merecido dos cibernautas; Segundo, porque aposto numa democratização da informação, para atenuar assim os efeitos malévolos da espiral do silêncio há alguns anos instalada nos procedimentos interpessoais de uma parte da sociedade do nosso concelho; hoje ainda bem visíveis, todavia apenas através de alguns preconceitos balofos, e teimosamente resistentes, mas que aos poucos se vão desvanecendo.

    Mesmo a terminar, e agora é que é: sobre o que eu penso destas sondagens deixei-o bem expresso no meu trabalho inicial “6 sondagens para a Câmara Municipal de Alenquer”.

    Um abraço
    Hernâni de Lemos Figueiredo

    • Estou de acordo com o comentário que fazes ao que se diz por aí, também eu tenho sido alvo de comentários e criticas e muitas delas levam a acreditar que a “sondagem” consegue fazer mais por Alenquer que as campanhas dos partidos onde estes militam. Notei, como disse, que algo de estranho se passou nesta segunda sondagem, possivelmente serão as próximas que nos dirão se sim ou se não houve “mão informática” nos resultados.
      Acabar com a sondagem não traria nada de positivo, sabemos que incomoda, sabemos que incomoda muito, no entanto ela é capaz de nos revelar, também, o que são as pessoas que querem tomar conta do destino do concelho, e que conseguimos ver muito para além dos outdoors.

      Um abraço
      Inácio Silva

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