Novo Comandante no CFMTFA, de Ota

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Novo Comandante no CFMTFA, de Ota

Decorreu, no passado dia 10 de Outubro, a cerimónia de rendição do Comando do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (ex-BA2), presidida pelo Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General Taveira Martins.

CFMTFA (ex-BA2) Brasão de Armas do Comandante

CFMTFA
(ex-BA2)
Brasão de Armas do Comandante

Perante as forças em parada, constituídas por três esquadras a três esquadrilhas, totalizando mais de 400 militares, assumiu funções de Comandante do CFTMFA o Coronel Piloto Aviador Vítor Manuel Alves Francisco, em substituição do Coronel Piloto Aviador José Manuel Pinheiro Serôdio Fernandes, que iniciará em breve o Curso de Promoção a Oficial General.

O Centro de Formação Técnica e Militar da Força Aérea é o herdeiro da ex-BA2, criada em 31 de Dezembro de 1937, em Alverca, e transferida em 14 de Abril de 1940 para a Ota, onde começou a operar os aviões “Gloster Gladiator”, “Junkers JU-52” e “Junkers JU-86” e, meio ano depois, mais as aeronaves “Mohawk”; “Aircobra”; “Wellington”; “Hurricane”; “Spitfire” e “Blenheim”. Na década de 50 a ex-BA2 era a mais importante base aérea do país devido, sobretudo, à vinda, em 1953, dos dois primeiros aviões a reacção da FAP, “De Havilland Vampire”, e dos primeiros 25 aviões “F-84 G Thunderjet”.

Os primeiros sinais de viragem para a vertente de formação apareceram em 1960 quando a ex-BA2 deixou de ser uma base operacional e passou a ser uma base de instrução, confirmado em Novembro de 1976 com a criação do Centro de Instrução nº 2 (CI2), dedicado à instrução elementar de pilotagem (com aviões Chipmunk), à formação de especialistas de radar, e à integração das escolas de formação e preparação militar técnica.

Este projecto foi consolidado em 1992 com a alteração do nome para Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA), integrando a nova unidade todo o acervo que até aí constituíra o património logístico e administrativo da ex-BA2 e CI2, e assumindo todos os deveres e obrigações inerentes aos órgãos desactivados.

Hoje, o CFMTFA tem por missão “Ministrar a formação militar, humanística, técnica e cientifica do pessoal da Força Aérea, cujo âmbito não seja coberto pelos outros órgãos da Força Aérea”, concretamente a “Formação e promoção de sargentos dos quadros permanentes”, “Preparação militar geral, complementar e técnica dos regimes de contrato (RC)”, “Especialização de qualificação e actualização”, “Formação profissional de pessoal civil da Força Aérea” e a “Formação em áreas de reconhecido interesse para a Força Aérea, estabelecidos por acordo do MDN com entidades nacionais e estrangeiras”.

No ano lectivo transacto, os cursos ministrados totalizaram mais de noventa mil horas de formação, e foram frequentados por perto de mil alunos. Estes cursos eram constituídos por mais de 19 especialidades diferentes e dispunham de um corpo docente, de militares e civis, dum total de 185 formadores.

As infra-estruturas utilizadas foram 78 Salas de Aula, 5 Oficinas, incluindo Hangares, 20 Laboratórios, 5 Simuladores, 6 Salas de Informática, 4 Salas de Instrução de Condução, para além de ginásio coberto, sala de musculação, instalações desportivas a céu aberto, carreira de tiro, espaços para exercícios militares, percursos para condução-auto, biblioteca técnica, sala de leitura e Internet.

Falta-nos falar do novel comandante da ex-BA2, o Coronel Piloto-Aviador Vitor Manuel Alves Francisco.

Nasceu em Monte Real, a 6 de Março de 1961, tendo ingressado na Força Aérea Portuguesa em 25 de Setembro de 1978. Após o término do curso de Pilotagem Aeronáutica na Academia da Força Aérea, efectuou o tirocínio nos Estados Unidos da América, onde foi brevetado em Junho de 1984.

Ainda nesse mesmo ano, foi colocado na Esquadra 304, na Base Aérea nrº. 5, de Monte Real, voando no avião A7P (Corsair), vindo a assumir o comando da mesma em 1992.

Em 1994 regressa aos Estados Unidos da América, agora para frequentar o curso de qualificação em F-16 “Figthing Falcon”, vindo a ser o primeiro Comandante da Esquadra 201 da Base Aérea Nr. 5, em Monte Real, após a sua reactivação.

Em ]997 é transferido para o Comando Operacional da Força Aérea, onde exerce as funções de Chefe dos Centro de Operações Aéreas até 1999, data em que é nomeado para assumir funções no “Combined Joint Planning Staff”, no SHAPE Bélgica.

Em 2002 regressa ao Comando Operacional da Força Aérea, agora como Director de Operações, funções que acumula com as do mesmo tipo no CAOC 10.

Promovido ao actual, posto, em 10 Janeiro de 2003, o Coronel Piloto-Aviador Vítor Francisco tem averbadas cerca de duas mil e quatrocentas horas de voo, cessando as funções de Inspector Adjunto de Operações, na Inspecção Geral da Força Aérea, que vinha desempenhando desde 2005, para agora assumir as de Comandante do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea.

Da sua folha de matrícula constam vários louvores e ainda duas medalhas de Prata de Serviço Distintos e a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar.




Hernâni de Lemos Figueiredo


in Jornal D’Alenquer, 14 de Outubro de 2006, on-line
©Hernâni de Lemos Figueiredo (2006)
director do Jornal D’Alenquer

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