Autárquicas 2013: Ao escolher Pedro Folgado é dar um voto cego no “clube do coração”

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Autárquicas 2013

Comentário aos resultados da 4.ª sondagem para a presidência da Câmara de Alenquer


Ao escolher Pedro Folgado é dar um voto cego no “clube do coração”

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Começo este quarto comentário, com uma alteração ao final do terceiro: Temos propostas apresentadas. Satisfizeram o pedido, mas não surpreenderam com o conteúdo… do que dizem propor-se fazer.

Já li tudo o que escreveram. Os que nunca foram “poder” prometem a continuidade do trabalho desenvolvido; toda a gente adivinha ou sabe qual foi: NADA. Os que são “poder” trazem ideias novas, para projetos antigos, que não conseguiram ou não foram capazes de concretizar.

As 18 páginas do manifesto de Pedro Folgado e da sua equipa, mais não são do que uma carta de intenções à moda do PS. Pela experiência que fomos adquirindo ao longo dos seus trinta e oito anos na frente do CMA, depressa percebemos que não passam disso mesmo, intenções.

Ninguém explica onde vão buscar o dinheiro para concretizar tamanho manancial de promessas; se estão a pensar em pagar a divida actual ou em multiplicá-la.

O que sabemos, depois de conhecermos as ideias?

A sondagem piorou para Pedro Folgado (46%). Mesmo assim conserva uma posição favorável, que a meu ver se deve ao voto cego no clube do coração. As pessoas têm medo de mudar, o que é de lamentar, e vai custar-lhes cada vez mais caro. Por estes resultados posso quase garantir que vão estar ao nível dos de 2009; assim sendo, Nuno Coelho (40,08%) e a sua equipa terão de se empenhar mais e ir muito para além da marcação da presença nas festas de aldeia, coisa que afinal todos fazem sem excepção. Não sei é se a coligação está assim tão empenhada em querer ganhar; duvido até que alguém o queira, à excepção do PS pelas razões que conhecemos há anos.

Pouco importa quem vai ou não ganhar estas eleições. Com a adesão do Município de Alenquer ao PAEL, Plano de Apoio à Economia Local, (Lei n.º 43/2012 de 28 de Agosto), muito pouco podem fazer para alem de cumprir as regras e os objetivos desta espécie de “troika dos municípios”. Era isto que deviam explicar ás pessoas, assim como, as consequências do que dai advêm para o contribuinte municipal e, acima de tudo, porque o tiveram de fazer. Como todos sabemos, foi o actual executivo PS que se viu obrigado, por questões de liquidez ou má gestão nos últimos mandatos, a socorrer-se dele, acrescentando mais um ponto negro na sua gestão.

Estamos a vinte e nove dias das eleições autárquicas, independentemente de quem as ganhar nada de bom irá sobrar para o contribuinte, todos o sabem; mas, nenhum ainda, para além de Nuno Coelho, o quis dizer ao eleitor… Não pode o PS culpar o governo central pela má gestão que tem feito até hoje na CMA, e que vai agora demorar, pelo menos vinte anos, a corrigir. Eleger, para corrigir erros, o mesmo que os fez só pode ser entendido como um acto de clemência por parte do eleitorado.
Pensem nisso.

Abrigada, 1 de Setembro de 2013


Inacio-Silva


Fotógrafo
©Inácio Silva (2013)

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