Entrevista a Hernâni de Lemos Figueiredo: a “injeção” de capital angolano em Portugal e o seu reflexo sobre os media

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Sobre o tema “Injeção” de capital angolano em Portugal e o seu reflexo sobre os media.

Entrevista a Hernâni de Lemos Figueiredo


Hamilton Filipe e Hernâni de Lemos Figueiredo no átrio da Universidade Lusófona, após a entrevista.

Hamilton Filipe e Hernâni de Lemos Figueiredo no átrio da Universidade Lusófona, após a entrevista.

Hamilton Filipe Martins: A Europa é palco de uma grave crise económica, e Portugal não é exceção. Nos últimos tempos tem havido substancial investimento angolano em Portugal. De que forma vê este investimento?

Hernâni de Lemos Figueiredo: Vejo o investimento angolano em Portugal sem qualquer tipo de preconceito. Seja o investimento angolano, brasileiro, chinês, francês ou alemão, ele é sempre bem-vindo. A crise económica instalada na Zona Euro, onde Portugal se posiciona, e o investimento estrangeiro em Portugal, seja ele angolano ou de qualquer outro país, são realidades diferentes, e uma pode nada ter a ver com a outra.

Isto é, a crise económica da zona euro é um problema: ele é uma consequência da bolha imobiliária norte-americana, que por sua vez já tinha sido uma conseqüência da crise financeira internacional precipitada pela falência do banco norte-americano “Lehman Brothers”, que num efeito dominó tinha levado outras grandes instituições financeiras a caírem, facto que ficou conhecido como a “crise dos subprimes”, crise esta que tinha sido originada em 2001 pela “bolha da Internet”, também conhecida como “crise do NASDAQ”. Em suma, é uma crise bancária detonada mesmo no centro do capitalismo.

A crise económica portuguesa é outro problema: ele consiste numa adição complexa da histórica falha estrutural do país e duma outra situação de “bolha imobiliária”, um pouco diferente daquela outra norte-americana. Enquanto do outro lado do Atlântico a crise começou com a concessão de créditos hipotecários de alto risco, o que arrastou parte da banca para a insolvência, aqui em Portugal, alguns promotores imobiliários acostumaram-se a adquirir terrenos agrícolas por “tuta-e-meia” e transformarem-nos em terrenos urbanizáveis através de deliberações camarárias. Assim o rendimento ficava logo assegurado, porque ou construíram e venderam a preços inflacionados, ou venderam ao Estado, bastante caro, claro está, quando sobre esse terreno “milagrosamente” era projectado um qualquer equipamento público ou, e aqui entra a problemática da banca, obtiveram financiamentos para grandes empreendimentos que nem sequer se iriam edificar, entregando aos bancos como garantia apenas o terreno original. Asseguraram-se assim lucros obscenos, apenas equivalentes aos do tráfico de droga.

Por sua vez, esta crise portuguesa também é a causadora das dificuldades de muitos portugueses não poderem cumprir os seus compromissos de liquidação das prestações mensais da sua habitação própria, o que, acrescido aos problemas acima reflectidos, colocou a banca portuguesa em sérias dificuldades. Igualmente, não podemos ignorar que a crise portuguesa também foi acelerada pela crise económica da Zona Euro, e que ambas as crises são condicionadas, e alimentadas, pelos detentores do capital.

O investimento angolano em Portugal é uma conversa completamente diferente. Porquê? Por que o princípio que norteia o quadro normativo português é o da ausência de discriminação do investimento em razão da sua nacionalidade. Poder-se-á dizer, até com toda a propriedade, que não subsiste qualquer tratamento diferenciado do investimento estrangeiro face ao investimento nacional. E a haver diferenciação, ela será positiva, pois os grandes projectos de investimento são objecto de regulação positiva, com contrapartidas do Estado Português, quer em certo tipo de benefícios fiscais quer na facilidade de licenciamentos, quer na concessão de incentivos financeiros. Para além disso, as empresas estrangeiras usufruem dos mesmos direitos e deveres das empresas nacionais, pois elas também são sujeitos passivos de obrigações fiscais e de outros tributos.

Apesar de serem realidades diferentes, onde é que poderá haver algum contacto entre crise económica e financiamento estrangeiro? Por que, onde está a crise estão as melhores oportunidades de ganhar dinheiro; é onde a especulação impera e é onde os detentores do capital navegam nas suas águas predilectas. Apesar desta realidade reconhecida por toda a gente, qualquer Governo trabalha para que mais capitais estrangeiros ingressem no seu país. Ainda recentemente, Paulo Portas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, indicou como prioridades da diplomacia portuguesa para 2013 a captação de mais investimento estrangeiro.

Acha que este considerável investimento angolano em Portugal pode retirar à “autonomia” portuguesa a tomada de certas decisões, nomeadamente em empresas onde exista capital angolano?

Como é óbvio, na aquisição do capital social de empresas, portuguesas ou outras, aqui em Portugal ou em Angola ou noutro qualquer lugar, as condições de decisão, dos sócios ou acionistas, serão claramente contratualizadas. E aí, a norma é quem mais investe mais poder de decisão possui. De outra maneira não seria razoável, pois quem põe o seu dinheiro ao dispor de um projecto, com certeza quer ter a máxima autonomia sobre a gestão desse dinheiro.

No entanto, o investimento estrangeiro em Portugal está sujeito a normas. E isso observa alguma regulamentação, como a subordinação aos princípios actuais em matéria de política económica, à lei geral da República Portuguesa e ao ordenamento jurídico decorrente dos tratados internacionais a que Portugal esteja vinculado, como com a União Europeia, por exemplo.

Convém não ignorar que o Tratado da União Europeia consagra a livre circulação de capitais, da qual resulta um quadro geral do investimento estrangeiro no espaço comunitário, nos termos dos limites decorrentes do princípio da subsidiariedade, isto é, sem prejuízo dos instrumentos legislativos dos Estados-membros, que podem tomar medidas com o objectivo de impedir infracções à sua própria legislação, nomeadamente em matéria fiscal e em matéria de supervisão das instituições financeiras. É o que acontece em Portugal que, por impedimento legal europeu, não pode impedir o investimento estrangeiro no nosso país.

Apesar do IDE (Investimento Directo Estrangeiro) de Angola em Portugal ter crescido 35 vezes nos últimos 10 anos – o que torna este país irmão o principal investidor em Portugal entre os países extracomunitários – e com os investidores focalizados em sectores estratégicos da economia portuguesa, como a banca, a energia ou os meios de comunicação social, igualmente não pode ser ignorado, apesar do mediatismo da entrada de capitais angolanos em Portugal, que os dados da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) mostram que o investimento é maior no sentido inverso, isto é, o IDE de Portugal em Angola foi de 246,4 milhões de euros em 2011, quatro vezes mais do que no início da década, o que torna Angola no quarto destino dos capitais portugueses, depois da Holanda, Espanha e Brasil. Em 2010, Portugal era o maior investidor europeu em Angola. Este investimento português com certeza não retira autonomia a Angola na tomada de certas decisões, mesmo nas empresas onde exista capital português.

Não acha que deveria haver maior controlo por parte das autoridades portuguesas, tendo em conta que Angola tem várias questões por resolver, como a corrupção, uma distribuição de riqueza injusta e muitos problemas sociais, por exemplo?

O único controlo possível é a restrição do investimento estrangeiro, neste caso o angolano, a alguns sectores da actividade económica, que só poderá lá operar desde que devidamente autorizado pelo Governo português. (Estão nesta circunstância a actividade bancária e seguradora, algumas áreas das comunicações e dos transportes, a exploração de portos marítimos, aeroportos e de recursos do subsolo, a captação, tratamento e distribuição de água para consumo público, por exemplo. Mas há muitos outros sectores). Mas isso nunca devido às interrogações que a pergunta suscita. Nesta, como noutras matérias, Portugal é um Estado de Direito e está inserido numa comunidade, a Europeia, que é muito clara quanto a estas matérias de investimento estrangeiro e de movimentação de capitais.

Corrupção, distribuição injusta da riqueza e problemas sociais, infelizmente são realidades que existem em quase todos os países, nuns mais perceptíveis do que noutros. E não é por causa disso que todos os países deixam de manter relações diplomáticas e de fortalecer o intercâmbio de investimentos.

Um primeiro exemplo: Na altura, a ex-União Soviética era um regime de capitalismo de Estado, pois tornou-se proprietária de todos os meios de produção, manteve os trabalhadores longe das decisões políticas e de gestão, e submeteu-os a salários baixos. Entre 1936 e 1939, a ex-União Soviética assistiu ao “Grande Expurgo”, a pior repressão conhecida num país em tempo de paz, e que resultou na execução de cerca de 1 milhão de pessoas e na deportação de centenas de milhares. Em quase quarenta anos de existência, os Gulags vitimaram milhões de pessoas, tornando-se num símbolo da repressão das ditaduras de Lenine e de Estaline. No entanto, a União Soviética entrou para a Liga das Nações. E poucos foram os países que se furtaram a manter trocas comerciais e diplomáticas com eles. Mesmo no tempo da Guerra Fria.

Outro exemplo: O desenvolvimento industrial na China ocorreu de forma acelerada e fez com que o país se tornasse num dos maiores produtores industriais do mundo. E a China de hoje é um país fortemente situado na economia de mercado, mas com bases e alicerces específicos de uma ditadura. O operário chinês da “competitiva” indústria chinesa, onde as condições de trabalho vive paredes meias com a escravidão, nunca foi objecto de qualquer tipo de solidariedade internacional nem essa situação degradante foi entendida como motivo suficiente para a objecção ao estabelecimento de trocas comerciais ou diplomáticas, ou até para a captação do financiamento chinês para os mais diversos países do mundo.

O quadro de relações Portugal-Angola tem que ser visto por dois prismas. O primeiro, o das afectividades, pois ambos os países beneficiam de uma língua comum e de um relacionamento de muitos séculos entre os seus povos; isso facilita a aproximação e fortalece as convivências. O segundo quadro tem a ver com as relações estado-a-estado. Aqui prevalece a matriz do relacionamento internacional entre países amigos, onde a praxis é igual para todos, e tem que ser respeitada.

Estes dois quadros são a parte boa do relacionamento. Quando entra a vertente “financiamento” estrangeiro, apesar de não se poder desrespeitar as leis vigentes do país de acolhimento, o investimento estrangeiro navega muitas vezes em águas turvas. Desconhece-se a origem do capital, pois ele chega via “off-shores” onde, normalmente, as pessoas que dão a cara – os fiduciários, que representam também milhares de outras empresas – não são os verdadeiros donos do dinheiro. Algumas vezes é um labirinto de participações através de sociedades obscuras. Tudo para fugir ao controlo das leis dos estados sobre movimentos ilegais de capitais. Mas, mesmo assim, quem precisa do financiamento estrangeiro “assobia para o lado” e finge que não percebe estas manobras.

Estes investimentos angolanos em Portugal passam também por adquirir algumas empresas privadas que detêm órgãos de comunicação social. Qual é a sua opinião em relação a esta situação?

Os media sempre foram um produto muito desejável pelos mais diversos poderes: politico, financeiro, religioso ou qualquer outro. E porquê? A sua capacidade de manipulação da Opinião Pública, a ponto de ditar as regras de comportamento, é muito vincada e reconhecida como imprescindível para certas estratégias. É o chamado “Quarto Poder”, em contraponto aos outros três poderes do Estado democrático: o legislativo, o executivo e o judiciário. Desde os anos 30 e 40 que há a ideia de que a imprensa, a rádio e o cinema podem influenciar e manipular os indivíduos; assim aconteceu com o regime nazi que recorreu frequentemente a técnicas de propaganda para manipular as multidões.

Hoje, há a tradicional imprensa escrita, há a rádio, há a Internet e os mais diversos suportes multimédia, mas é a televisão o media mais apetecível para quem quer controlar a informação. Porquê? Porque a imagem vale mil palavras; ela, quando é forte, apaga o som e o olhar transporta-a até ao ouvido. O peso das palavras não se compara ao choque das imagens.

De facto é impressionante como a televisão influencia o comportamento da população. Desde o consumo até ao sentido de voto, pois há a tendência de só se comprar aquele produto que aparece repetidamente no pequeno ecrã, e de se votar no político que mais se vê. Em geral, o público apenas analisa os políticos pela imagem que eles nos dão; não interessa se ele é bom ou mau político. É este o poder dos media; é por ter este poder que os media são tão apetecíveis.

Até porque as pessoas, inicialmente, têm a tendência a não associar as mensagens que entrem em contradição com a sua crença, com a sua forma de pensamento; têm a disposição de ouvir apenas o que vai ao encontro das suas opiniões, das suas tradições e da sua religião; inclusive da sua ética. A força de ouvir tão repetidamente a mensagem pode levar à alteração da descodificação da mensagem inicial. Isto é, as pessoas que consomem as visões do mundo produzidas pelos media, devido ao processamento repetitivo da recepção também reinterpretam as mensagens de maneira diferente do seu pensamento inicial.

Não podemos ignorar que esta manipulação da Opinião Pública só é possível porque alguns media são obrigados a atender os interesses dos grupos que os financiam, fazendo prevalecer a opinião desses grupos e passando para a população a versão que eles bem querem como opinião pública. Neste caso, o jornalismo pode ser usado como forma de manipulação da Opinião Pública.


Acha que este investimento em empresas que detêm órgãos de comunicação social pode influenciar a actividade jornalística, isto é, potenciar a ocultação no exterior dos factos e da realidade angolana, nomeadamente em Portugal?

Aqui, voltamos a falar do “Quarto Poder”. Supostamente quem produz a informação é quem possui esse poder. Neste caso, o jornalista e a redacção. Mas isso é pura demagogia. Essa realidade é “história” e apresenta-se com um certo laivo de romantismo. Como vimos na resposta anterior, actualmente quem detém o “Quarto Poder” é o sector financiador e não o produtor da informação. O poder da informação transferiu-se do jornalista para o financiador, da redacção para o capitalismo. Quer isto dizer que os profissionais do jornalismo não o sejam na sua grandeza e se comportam como puros mercenários? Não custa muito admitir que alguns até nem se importarão em demasia de navegar em tais águas, mas a maioria dos jornalistas é de profissionais competentes. Mas, como são de carne e osso, sabem que têm uma família à sua espera quando chegam a sua casa. E, os constrangimentos jornalísticos, mesmo que implicitamente, não conseguem livrar-se deles; e são muitos. É a abdicação do jornalismo competente, e independente, e a consumação da transferência do “Quarto Poder” da Redacção para o capitalismo.

Respondendo objetivamente à pergunta, julgo que sim, que a detenção de alguns órgãos de comunicação, por alguns grupos financeiros, pode influenciar a actividade jornalística. Já não tenho tanta convicção em responder afirmativamente à segunda parte da pergunta, pois julgo que a intenção de aquisição de alguns media portugueses poderá passar por propósitos geoestratégicos que visam mais a promoção de investimentos, concretizados e futuros, e não tanto a ocultação do que se passa em Angola. Até porque existe muitos outros órgãos de comunicação social que não foram comprados.

Até porque o dinheiro do financiamento “oficialmente” vem de off-shores e não de Angola. A ser verdade que os verdadeiros donos do capital são angolanos, a fuga ao controlo de movimento de capitais também se aplica a Angola, que em termos de cobrança de impostos fica prejudicada. Mas, o capitalismo é apátrida e não se preocupa muito com a situação social nos países envolvidos, mesmo que seja a do país dos próprios capitalistas. Para eles, a melhor Pátria é aquela terra que lhes permite multiplicar por muitos zeros o capital investido, e essa noção de Pátria, como Nação, eles deixam-na voluntariamente para os menos favorecidos pela riqueza.

Não acha que este investimento em empresas portuguesas é uma tentativa de silenciamento dos crimes ocorridos em Angola?

Voltamos à questão dos propósitos geoestratégicos dos investidores angolanos. Apesar de julgar que eles não passam propositadamente pela tentativa de silenciamento dos “crimes” ocorridos em Angola, pelos motivos que também já citei, isso não impede de considerar que possa haver a existência de alguns crimes ocorridos em Angola; alguns deles já denunciados publicamente, outros somente a circular em surdina. E esses crimes envolvem os nomes de alguns dirigentes angolanos que são “acusados” de lavagem de dinheiro, de branqueamento de capitais, de crimes contra os direitos humanos, entre outros.

Inclusive, é do conhecimento público que o Ministério Público português abriu um inquérito a três altos dirigentes do regime angolano por suspeitas de crimes económicos, mais concretamente indícios de fraude e branqueamento de capitais. Também é do conhecimento público que em Angola foi apresentada uma queixa contra nove generais angolanos por «actos de tortura» nas zonas de extração mineira da Lunda. Igualmente é do conhecimento público o espancamento de activistas opositores ao regime por milícias acusadas de estarem sob as ordens de José Eduardo dos Santos.

Apesar das tragédias humanas que com certeza possam estar subjacente a muitos casos, tudo isto é “muito pouco” para se condenar alguém de um regime vigoroso; de Angola ou de qualquer outro país. Primeiro, porque se carece de provas, concretas e judiciais; segundo, devido à hipocrisia universal, os interesses económicos apresentam-se muito mais importantes às pessoas com poder de decisão do que as preocupações e necessidades vitais de alguns angolanos.

Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, durante um debate defendeu que o investimento angolano em Portugal levará este país ao declínio. Concorda com esta afirmação?

Sinceramente, não concordo com as palavras do alemão Martin Schulz. A Alemanha “compra” dinheiro com juros negativos, isto é, recebe ainda algum dinheiro de juros pelo dinheiro que pede emprestado, e “vende-o” a Portugal com juros muito “generosos”. Quer dizer, recebe dinheiro de duas maneiras: pela compra e pela venda. Mesmo que pelo meio se veja o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia, é a Alemanha que dita a lei. Julgo que a política alemã tem empurrado mais Portugal para o declínio do que o investimento estrangeiro em Portugal, inclusive o Angolano, que tem servido para atenuar os efeitos impostos pelo Memorando de Entendimento para as Políticas Económicas e Financeiras.

O entrevistado:

HLF_100x120HERNÂNI MANFREDO HERNANDEZ DE LEMOS FIGUEIREDO, é finalista do curso de Ciências da Comunicação e da Cultura, Gestão e Programação Cultural, na Universidade Lusófona, em Lisboa. Nasceu em Alenquer em 1946. É portador da Carteira Profissional de Jornalista, fundador e primeiro director do Jornal D’Alenquer, criador do Boletim da ACICA (Associação Comercial e Industrial do Concelho de Alenquer), dos sítios na Net “Alenquer Vila Presépio”; “Olivença, território Português colonizado por Espanha”; “Jornal D’Alenquer” e “Alenquer Digital”. Assina centenas de artigos na imprensa escrita regional.
Sobre jornalismo e comunicação tem, “A concorrência desleal das autarquias”; “A Imprensa Regional e as Liberdades Democráticas”; “Dia da Imprensa Regional do Concelho de Alenquer”, “A Carta de Pêro Vaz de Caminha com os conceitos de Erving Gofmann”, “A Proxémica, o que é a territorialidade comunicativa”, “A reprodução técnica da obra de arte influencia as massas?”, “Algumas razões para o surgimento da Cultura Visual”, “Alguns fundamentos tecnológicos do zoomscape”, “Análise da teoria da imagem de Benjamin”, “Análise de duas imagens publicitárias”, “Do mudo para o sonoro (no Livro das Ilusões, de Paul Auster)”, “Exercício retórico sobre o Elogio da Constituição Ateniense”, “Geração Silenciosa (Gerações do Marketing)”, “Gestão da Comunicação numa organização”, “Influência da República na sociedade portuguesa (propaganda), até 1926”, “Modelos de Comunicação: Os modelos de Westley e Mclean e de Jakobson”, “Objecto Semiótico, Objecto Cultural”, “Plano de Comunicação Interna da InterAves”.
Assinou várias grandes reportagens (algumas delas criaram uma certa controvérsia), como “Matança do Porco, tradição que persiste (Marés)”, “Livro Negro do Saneamento Básico, o maior investimento no Concelho de Alenquer” e “Saúde Pública e Cadeia Alimentar – “Várzea”, um perigo iminente”. Controvérsia igualmente não faltou como reacção aos seus trabalhos “João Paulo II, revolucionário ou conservador?”, “Os deuses devem estar loucos”, “Ter ou não ter… eis a questão”, “Estado de Direito posto em causa”, “Agora é que vai ser, o discurso falhado”, “Barreiras arquitectónicas: deficientes motores são cidadãos de segunda?”, “Cravos cada vez mais murchos: 25 de Abril a perder o interesse dos partidos”, “Estamos a caminho da barbárie? – Referendo sobre o aborto”, “Álvaro Cunhal: Sou filho adoptivo do proletariado”, “Políticos perfumados fazem política mal cheirosa” e “A Herança de Alexandre Soljenitsyne. Foi hoje a enterrar o “coveiro” do comunismo soviético”.
Mais pacíficas foram as grandes reportagens sobre Ícones do concelho, como “À Glória de um autor tão internacional como Damião de Goes”, “De Alenquer para o Mundo: Festas Imperiais em Louvor do Divino Espírito Santo”, “Cantar e Pintar os Reis”, “Romaria Centenária em Honra de Stª. Quitéria de Meca”, “Ângelo Firme, último cobrador da Confraria de Stª. Quitéria de Meca”, e “Círio de Olhalvo à Senhora da Nazaré: qual a verdade histórica e qual o seu futuro?”.
Com um significado muito especial está o conjunto de trabalhos por si assinados aquando da sua visita a Alenquer (Amazónia): “Heranças Portuguesas na Amazónia”, “Alenquer, Capricho dos Deuses Amazónicos” e “Amazónia, a Mãe Grande: a desertificação é irreversível?”.
Alguns grandes vultos da Cultura e da Política, tanto local como nacional, foram por si entrevistados. Álvaro Pedro, presidente da Câmara de Alenquer desde 1976 até 2009, pintor Mestre João Mário, João Egipto (fotógrafo), um alenquerense em Moscovo, Gilberto Duarte Barata, herói em Portugal e no Brasil, Eduardo Henriques, alenquerense campeão no atletismo, Jorge Rocha de Matos, presidente da AIP, Agustina Bessa-Luís (escritora), António Vitorino de Almeida (maestro), Carmen Dolores (actriz de teatro), Daniel Sampaio (médico), Filipe Pinto-Ribeiro, pianista, Helena Vaz da Silva (directora do Centro Nacional de Cultura), Jacinto Ramos (actor de teatro), Joaquim Veríssimo Serrão (historiador), José Gregori, Embaixador do Brasil em Portugal, Luís Alfonso Limpo (director da Biblioteca Pública de Olivença), Maria João Fernão Pires (Grão Mestre da Colegiada Enófilos de S. Vicente), Mota Amaral (Presidente da Assembleia da República), Rita Ferro (escritora), Rui Mendes (actor de teatro), Rui Zink (escritor), Urbano Tavares Rodrigues (escritor), etc.
Sempre foi participante activo no meio associativo da comunidade onde estava inserido. Como membro eleito: Director do Hóquei Clube de Alenquer, do Clube de Futebol Os Belenenses, de Luanda; da ALAMBI (Associação para a Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer, do Sporting Clube de Alenquer, Secretário e Presidente da direcção da ACICA, Associação Comercial e Industrial do Concelho de Alenquer. Também é membro da Comissão Pedagógica da ECATI, Universidade Lusófona.
Como membro convidado: Foi membro de diversos Júris; Comissão Atribuição dos Troféus de diversas galas dos Melhores do Ano e de galas dos Campeões; Conselhos Eco-Escola dos Agrupamentos de Escolas Aldeia Gavinha-Merceana, Abrigada, Carregado e Alenquer; Conselho Geral Transitório do Agrupamento de Escolas de Abrigada; Comissão Especializada para a Avaliação das candidaturas a Director do Agrupamento de Escolas de Abrigada; Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Abrigada; Comissão Especializada para a Avaliação das candidaturas a Director da Escola Secundária Damião de Goes, Alenquer; Conselho Geral da Escola Secundária Damião de Goes, Alenquer; Membro do Conselho Pedagógico da ECATI, Universidade Lusófona; Professor na Universidade Sénior de Alenquer. Criador e Moderador de diversos colóquios e palestras sobre Damião de Goes e jornalismo regional, nas diversas escolas de Alenquer, e sobre “Heranças Portuguesas na Amazónia”, na Escola EB 2-3 Jacob Raton, em Tomar;
Em 2003, foi convidado pela Universidade Católica Portuguesa (Faculdade de Filosofia de Braga), a apresentar uma participação ao Congresso Internacional “Damião de Góis na Europa do Renascimento”, o maior evento até hoje feito em homenagem a Alenquer ou a algum dos seus filhos. Hoje, “Alenquer Goesiana” apresenta-se num pequeno livro, editado pela própria Faculdade de Filosofia (texto extraído do livro de actas do Congresso).
Distinção: foi-lhe atribuído o Diploma de Mérito da Junta de Freguesia de Ventosa, Alenquer – “como prova de reconhecimento e gratidão” (1 de Maio de 2007).

Lisboa, 4 de Janeiro de 2013

Entrevista no âmbito da Cadeira de Redação Jornalística

©Hamilton Filipe Martins (2013)
Aluno 3.º Ano (Finalista)
Licenciatura de Ciências de Comunicação e Cultura
Universidade Lusófona, de Lisboa

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